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"Bunte" pagará indenização à família do heptacampeão mundial de F1 por capa sensacionalista publicada em dezembro de 2015

Michael Schumacher se acidentou em 2013 e desde então nunca mais apareceu em público
Ferrari/Divulgação
Michael Schumacher se acidentou em 2013 e desde então nunca mais apareceu em público

A revista alemã "Bunte" foi condenada a pagar uma idenização de 50 mil euros, cerca de R$ 174 mil, para a família de Michael Schumacher. Em dezembro de 2015, dois anos depois do acidente do piloto, o veículo lançou uma edição com a seguinte manchete: "Mais que um milagre de natal: Michael Schumacher pode andar novamente".

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Capa da
Reprodução
Capa da "Bunte", dezembro de 2015

De acordo com o site "Spiegel", por esta capa, a revista foi condenada pelo tribunal regional de Hamburgo a pagar indenização à família Schumacher , já que violou a privacidade do heptacampeão mundial de Fórmula 1. Além disso, o veículo terá que pagar cerca de R$ 3 mil em multas e arcar com todas as despesas do processo.

Na época em que a revista foi veiculada, Sabine Kehm, a assessora do piloto, chegou a fazer uma rara aparição para negar que a informação fosse verdadeira. E em setembro do ano passado, a família entrou com uma ação contra a publicação.

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Um porta-voz do tribunal de Hamburgo ainda alegou que "ele não pode andar hoje. E é improvável que isso tenha acontecido na época", disse.

O mistério permanece

Recentemente, Sabine Kehm, porta-voz da família de Schumi, disse que o estado de saúdo do ex-piloto é assunto privado e pediu que os fãs ajudassem e respeitassem o direito de manter sigilo absoluto. "Só assim poderemos transformar um evento trágico, que afeta toda a família Schumacher, em algo positivo", explicou a assessora.

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Schumacher sofreu um gravíssimo acidente de esqui em dezembro de 2013 nos alpes franceses. Depois de ficar muito tempo internado em coma, ele segue a recuperação em casa, na Suíça, e recebe acompanhamento 24 horas por dia de uma equipe de médicos e fisioterapeutas. Entretanto, ninguém tem acesso ao heptacampeão da Fórmula 1. Na época, o diretor da estação de esqui onde ocorreu o acidente, Christophe Gernignon-Lecomte, chegou a dizer que a lesão sofrida "não era grave".

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