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A falta de informação sobre o estado de saúde do piloto alemão preocupa Flavio Briatore, chefe de Schumi nos dois primeiros títulos mundiais

Michael Schumacher se acidentou em 2013 e desde então nunca mais apareceu em público
Ferrari/Divulgação
Michael Schumacher se acidentou em 2013 e desde então nunca mais apareceu em público

Como diretor da Benetton, o italiano Flavio Briatore trabalhou com Michael Schumacher nas temporadas de 1994 e 1995. Responsável pelo ingresso do piloto alemão na equipe de Fórmula 1, o dirigente acompanhou os dois primeiros títulos mundiais da carreira do heptacampeão.

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Assim como Willi Weber, ex-empresário de Schumacher, Briatore não tem a permissão da família do piloto para visitá-lo. Recentemente o italiano revelou não ter nenhuma notícia sobre o atleta alemão. Para o empresário, essa situação é preocupante.

"O que eu sei é o que Jean Todt e Felipe Massa contam", disse Flavio Briatore ao "Sky Sport 24". "Acho que realmente não temos notícias, nem boas e nem más, o que não é bom. Não ter notícias é o mesmo que dizer que temos más notícias", completou.

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Acidente e recuperação

Desde o acidente em 29 de dezembro de 2013, pouco se sabe sobre o estado de saúde de Michael Schumacher. O heptacampeão de F1 estava em uma pista de esqui em Méribel, no sul da França, quando se desequilibrou e bateu a cabeça em uma rocha. A colisão gerou graves impactos cerebrais ao alemão.

A esposa Corinna e a família do piloto tentam manter silêncio absoluto sobre as condições de Schumi. Em uma audiência na Justiça, o advogado Felix Damm chegou a dizer que o alemão ainda não poderia andar nem se levantar.

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A assessora do heptacampeão, Sabine Khem, evita divulgar qualquer informação sobre o estado de saúde do alemão. Recentemente ela disse que "ele não está mais em coma e tem uma longa fase de reabilitação pela frente, que acontecerá distante dos olhos do público", afirmou.

Após deixar o hospital em setembro de 2014, Schumacher foi encaminhado para a sua mansão na cidade suiça de Gland, onde passa por todos os procedimentos médicos. Estima-se que por ano, cerca de R$ 22 milhões sejam gastos com o tratamento para a recuperação do piloto.