Truque só é possível com efeito de câmera e muito ar no pulmão das atletas

Meninas do nado sincronizado andando sobre a água
Reprodução
Meninas do nado sincronizado andando sobre a água

É possível caminhar sobre as águas? Não foi só Jesus Cristo que conseguiu esse milagre bíblico no Mar da Galileia. Algumas atletas do nado sincronizado mostraram que é possível andar tranquilamente sobre a água e não afundar.

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Mas calma. As meninas do nado sincronizado usaram um truque de câmera bem bacana para dar esse efeito. Elas, na verdade, ficaram de cabeça para baixo dentro da piscina e tiveram que encher seus pulmões de ar para não afundarem, dando a sensação de que estão caminhando.

Confira no vídeo

Sobre a modalidade

O nado sincronizado é o balé na água. O esporte mistura natação com elementos artístícos e atrai olhares pela beleza e surpresa dos movimentos. Durante as rotinas, atletas saltam, fazem desenhos na água e encantam o público. Apesar de ter sido criado no começo de 1900 - o primeiro registro é de 1907, com uma apresentação em Nova Iorque - e se popularizado nos Estados Unidos nos anos 40, o esporte ainda é um jovem nas Olimpíadas. Ele foi incluído nos Jogos em 1984, na edição de Los Angeles.

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A modalidade é praticada apenas por mulheres e tem duas competições: equipe e dueto. A disputa do nado sincronizado é decidida pelas notas dos juízes, e as atletas são avalidas nos quesitos execução, dificuldade e impressão artística, que leva em conta coreografia, interpretação da música e apresentação. O tempo das rotinas, ou apresentações, varia: entre 2min20s e 3min para os duetos e, de 2min50s a 4min para as equipes. 

Brasil no nado sincronizado
Satiro Sodré / SSPress / CBDA
Brasil no nado sincronizado

Brasil nos Jogos Olímpicos

O Brasil já participou de diversas edições das Olimpíadas, mas sem um resultado expressivo. Nas duas edições mais recentes, em Pequim e Londres, o dueto Lara Teixeira e Nayara Figueira acabou em 13º. Os melhores desempenhos foram em Sydney, 2000, e Atenas, 2004, com o 12º para as irmãs Isabela e Carolina de Moraes. 

Para o Rio 2016, o País levou a equipe e o dueto. 

Potências olímpicas

A Rússia é o país de maior expressão nos Jogos Olímpicos. O país dominou o pódio no dueto e por equipes e, simplesmente, faturou todos os ouros desde a edição de Sydney, em 2000. O principal nome do país foi Anastasua Davydova, atleta aposentada e agora técnica.

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Em Atenas 2004 e em Pequim 2008, a russa representou sua bandeira no dueto e na equipe e venceu todas as provas do nado sincronizado. Quatro anos depois, competiu apenas na equipe em Londres 2012 e conquistou mais um ouro. 

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