Apenas um campeão da Copinha em 2012 está atualmente no clube. Matheuzinho, hoje no Audax, diz que só jogador "de nome" tem vez e que Santos é modelo de trabalho de base

Matheus foi campeão da Copa São Paulo de 2012 pelo Corinthians
Renato Silvestre/ Divulgação Grêmio Osasco Audax
Matheus foi campeão da Copa São Paulo de 2012 pelo Corinthians

Embora três dos 25 atletas campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior tenham sido promovidos pelo técnico Tite no início desta semana, o elenco atual do  Corinthians  indica que vencer a competição mais importante da base não assegura o futuro da garotada. Entre os atletas que trabalham hoje no CT Joaquim Grava, apenas o goleiro Matheus Caldeira Vidotto é remanescente do grupo que foi campeão do torneio em 2012. Ele foi o único que restou dos seis que foram chamados para o profissional na ocasião.  

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Matheus; Cristiano, Antônio Carlos, Marquinhos, Denner, Gomes, Anderson, Giovanni, Matheuzinho, Leonardo e Douglas foram titulares na final contra o Fluminense, no Pacaembu, há três anos. No entanto, poucos ainda são lembrados. Um dos principais destaques daquele time, Matheuzinho não teve o contrato renovado com o Corinthians no início deste ano e agora disputa o Campeonato Paulista pelo Grêmio Osasco Audax, com um vínculo de apenas quatro meses. Em entrevista exclusiva ao iG , o meia admite que esperava receber mais oportunidades e revela conversa particular com Tite.  

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“O Tite tinha muitas opções para o meio-de-campo, e o Corinthians usa muito (atleta de) nome. O clube não coloca os meninos de base porque acha que não temos bagagem. Até um ponto eles estão certos, mas eu não tive essas oportunidades que o Santos dá aos atletas, por exemplo. Isso eu não tive. Por um lado eu fico triste, mas por outro foi bom porque eu sai, amadureci e cresci bastante”, declarou o jovem de 21 anos.

Matheus jogou o segundo tempo da partida contra o Palmeiras, na primeira rodada do Paulistão
Renato Silvestre/ Divulgação Grêmio Osasco Audax
Matheus jogou o segundo tempo da partida contra o Palmeiras, na primeira rodada do Paulistão

Do elenco que jogou ao lado de Matheuzinho, apenas o zagueiro Marquinhos, hoje no PSG, vingou. O lateral-esquerdo Denner, o volante Gomes, o meia Giovanni Piccolomo e o atacante Paulinho, todos também lançados ao profissional naquele ano, acabaram preteridos e emprestados a clubes menores. Piccolomo chegou a ser campeão mundial com o clube em 2012 (mesmo sem ter jogado) e campeão do Paulistão em 2013, mas hoje atua no modesto São Bento de Sorocaba.  

Matheuzinho rodou o interior de São Paulo. Foi cedido do Bragantino até 2013, voltou ao Corinthians no segundo semestre daquele ano e ouviu um conselho sincero de Tite. “Ele me disse que não estava me mandando para o Bragantino, mas lá a chance de jogar seria bem maior. Resolvi ficar no Corinthians e não joguei”, disse o meia, que disputou o Paulistão de 2014 com o Grêmio Osasco Audax e a Série C do Brasileiro pelo Guaratinguetá.  

Aos poucos, Matheuzinho perdeu contato com os ex-companheiros e caiu no esquecimento do torcedor. “Antes era muito mais, mas alguns ainda me param no shopping e falam: ’Você merecia oportunidade, é melhor que fulano ou sicrano’. A gente fica feliz pelo reconhecimento do torcedor, não tem preço”.

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