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Futebol

27/08 - 20:41

Governo de SP e CBF confirmam projeto de estádio do Corinthians para abrir Copa de 2014
Reunião nesta sexta-feira entre membros do governo paulista e Ricardo Teixeira, do COL e da CBF, definiram que o estádio a ser erguido com a ajuda da construtora Odebrecht no bairro Itaquera abrirá a Copa do Mundo no Brasil

Marcel Rizzo, iG São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo, por meia de sua assessoria, e o diretor de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rodrigo Paiva, confirmaram na noite desta sexta-feira que o estádio que o Corinthians e a empreiteira Odebrecht pretendem construir no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo, foi definido como opção para a abertura da Copa do Mundo de 2014.

Veja reportagem sobre o projeto do estádio do Corinthians

 

Em reunião no Rio de Janeiro, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, o prefeito da capital, Gilberto Kassab, e o secretário de planejamento do Estado, Fernando Luna, ofereceram a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) mais uma vez o estádio do Morumbi, do São Paulo, como opção. Teixeira avisou que a Fifa (Federação Internacional de Futebol Association) vetou em definitivo essa possibilidade.

Kassab então falou a Teixeira que a opção de construir um estádio no distrito de Pirituba, zona noroeste da capital onde deverá ser erguido até 2020 um parque de convenções, estava fora de cogitação. Foi quando Teixeira sugeriu que o projeto do estádio do Corinthians entrasse no jogo. Goldman e Kassab concordaram e avisaram que darão condições estruturais para que a abertura ocorra na nova arena.

Em evento no início da noite desta sexta na Câmara dos Vereadores de São Paulo, em homenagem aos 100 anos do Corinthians, o presidente corintiano Andrés Sanchez preferiu não comentar o assunto. “Preciso falar com o Ricardo Teixeira e o governador antes”, disse.

O projeto

Como o iG publicou nesta sexta-feira, o presidente Andrés Sanchez havia definido pela proposta elaborada pelo seu diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, deixando de lado a oferta do Banif por levantar a arena em Guarulhos e uma terceira, também em Itaquera, que seria bancada pelo Grupo Advento, conglomerado de empresa do ramo de engenharia e construção.

Na oferta que tem a construtora Odebrecht como parceira, o financiamento seria feito pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), em valor que chegaria a R$ 300 milhões (custo estimado da obra). Como noticiou o colunista do iG Guilherme Barros, a construtora ganhará isenção fiscal do Governo.

O BNDES, a princípio, só emprestaria o valor porque a Odebrecht conseguiria um banco privado como avalista (provavelmente o Bradesco, que negociava até dar o nome ao estádio, o chamado naming rights). Com a confirmação de que o estádio será usado na Copa, o BNDES, que é estatal,  deve usar a linha de crédito criada para financiar as obras das arenas do Mundial, o que torna os juros mais baixos para Corinthians e Odebrecht pagarem.

Projetado inicialmente para 48 mil pessoas, o campo não teria a capacidade mínima exigida para abrir a Copa – a Fifa pede ao menos 65 mil lugares. Por isso, o projeto ganhou um adendo: arquibancadas móveis que serão colocadas na véspera do Mundial e aumentarão a capacidade para o mínimo exigido. Após o Mundial esse setor deixa de existir, já que a diretoria corintiana acredita que só é possível manter um estádio no Brasil para até 50 mil espectadores.

“Só com o naming rights podemos faturar milhões e o estádio pode começar a se pagar”, disse o presidente Andrés Sanchez ao iG na última quinta-feira. Como receita importante haverá o aluguel de camarotes, cadeiras e cativas. Essa é uma novidade no projeto elaborado por Rosenberg, já que as outras propostas apresentadas ao Corinthians previam a venda definitiva desses espaços VIP, gerando receita apenas uma vez.

“Podemos alugar por três anos e depois faturar novamente em cima, locando para a mesma pessoa ou para outra que pague mais”, disse Sanchez. O presidente corintiano nega, mas o iG apurou com auxiliares que o presidente Lula, corintiano fanático, atuou como incentivador para que a Odebrecht participasse do projeto. E na viagem à África do Sul, quando chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo, Sanchez ouviu de Ricardo Teixeira que se o Corinthians criasse um projeto viável, receberia jogos do Mundial de 2014.

O terreno em Itaquera tem uma estação de metrô a poucos metros, considerado fator importante para um jogo de Copa do Mundo. Cedido ao Corinthians no início dos anos 90 pelo Governo Estadual justamente para a construção de um estádio, atualmente o local serve de centro de treinamento para as categorias de base do clube.

Leia a íntegra da nota oficial do Governo de São Paulo sobre a escolha do projeto corintiano:

Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

NOTA À IMPRENSA

Na tarde desta sexta-feira, o governador Alberto Goldman, o prefeito Gilberto Kassab e o coordenador do Comitê Organizador Paulista da Copa 2014, o secretário estadual de Economia e Planejamento Francisco Vidal Luna, estiveram com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Na reunião, o presidente da CBF foi consultado mais uma vez sobre a realização da abertura da Copa no Estádio do Morumbi, e informou que esta opção estava totalmente excluída pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014.

O presidente Ricardo Teixeira foi então informado que, apesar de todos os esforços, não foi possível viabilizar a construção de um estádio para a Copa 2014 no complexo de eventos e feiras que será construído em Pirituba.

O governador e o prefeito foram então consultados pelo presidente da CBF sobre a hipótese de a abertura da Copa 2014 ser realizada em novo estádio a ser construído pelo Sport Club Corinthians Paulista, em uma área em Itaquera. Goldman e Kassab reiteraram a disposição de proporcionar o apoio necessário para que São Paulo possa receber a abertura da Copa do Mundo.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo reafirmaram a decisão de não aplicar recursos públicos para a construção de estádios.

ALBERTO GOLDMAN – Governador do Estado de São Paulo
 
GILBERTO KASSAB – Prefeito da Cidade de São Paulo

RICARDO TEIXEIRA – Presidente da Confederação Brasileira de Futebol

* colaborou Vicente Seda, iG Rio de Janeiro


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Agência Estado

Luís Paulo Rosenberg, vice de marketing do Corinthians

O criador
Luís Paulo Rosenberg, diretor do Corinthians que prepara projeto de construção de estádio

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