Publicidade
Publicidade - Super banner
Automobilismo
enhanced by Google
 

Choro de Schumacher e chegada mais emocionante da F1 marcam Monza

Circuito italiano foi responsável também pelo 200º GP de Piquet na Fórmula 1. Confira cinco momentos inesquecíveis da pista

iG São Paulo |

Neste domingo (11), às 9h (Brasília), a Fórmula 1 chega ao Circuito de Monza, um dos mais tradicionais templos do automobilismo mundial, para a 13ª etapa da temporada da F1. A pista recebe a categoria desde seu primeiro campeonato, em 1950, e desde então só não foi sede do Grande Prêmio da Itália de 1980. Nestas 60 edições, o traçado serviu de palco para grandes pilotos, que ajudaram a escrever sua história.

Siga o iG Automobilismo no Twitter

Foi Monza quem consagrou o primeiro campeão da Fórmula 1, em 1950, o também italiano Giuseppe Farina. Entre as lendas da categoria que puderam comemorar seus títulos no local, está o brasileiro Emerson Fittipaldi, que levantou a taça pela primeira vez em sua carreira após vencer o Grande Prêmio da Itália de 1972, e Niki Lauda.

Mas não foram só alegrias que marcaram a história de Monza. Contando todas as categorias que já passaram por lá, o circuito viu 19 acidentes fatais, cinco deles na Fórmula 1. O mais grave foi o do alemão Wolfgang Von Trips, que, além do piloto, matou mais de dez espectadores.

Entre bons e maus capítulos, Monza não pode se queixar dos grandes momentos que já presenciou. A seguir, confira cinco histórias marcantes do circuito italiano.

Chegada histórica

O Grande Prêmio da Itália de 1969 reservou uma das chegadas mais apertadas de todos os tempos da F1. E não foi só entre dois pilotos. Os quatro primeiros colocados daquela corrida completaram a prova em uma diferença inferior a dois décimos de segundo.

O austríaco Jochen Rindt, que largou na pole position, colocou sua Lotus na briga até o fim, mas foi superado por Jackie Stewart, da Matra, por apenas oito centésimos. O britânico havia largado em terceiro. Seu companheiro de equipe, Jean-Pierre Beltoise, foi terceiro, a 0s17 do líder, apenas dois centésimos mais rápido do que Bruce McLaren, da McLaren, quarto colocado. Como curiosidade, os quatro correram com motor Ford.

Não bastasse a vitória emocionante, Stewart garantiu nesta prova o primeiro de seus três títulos mundiais. A Matra, equipe do britânico, também sagrou-se campeã nesta prova – foi o único título da escuderia, que deixou para trás Lotus, Brabham, McLaren e Ferrari.

Fim do tabu e festa italiana

A torcida italiana compareceu ao Grande Prêmio da Itália de 1975 com muita expectativa. Na prova, a penúltima da temporada, a Ferrari poderia sagrar-se campeã do Mundial de Construtores, o que não acontecia desde 1964. Bastava uma vitória de um de seus pilotos – na época, a escuderia era representada pelo austríaco Niki Lauda e pelo suíço Clay Regazzoni.

O fim de semana começou bem para os tifosi, nome pelo qual os torcedores da Ferrari são conhecidos. Lauda obteve a pole no sábado, e Regazzoni garantiu a dobradinha da escuderia italiana no grid. O principal rival deles era o brasileiro Emerson Fittipaldi, que chegou à Itália como atual campeão da Fórmula 1. Ele largaria em terceiro.

Na largada, os ferraristas conseguiram manter a ponta, mas com o suíço na frente. A dobradinha parecia assegurada até a volta 46, quando faltavam somente seis giros para o fim da prova. Fittipaldi forçou o ritmo e conseguiu ultrapassar Lauda. A tentativa do brasileiro de superar Regazzoni, no entanto, foi em vão.

A vitória do ferrarista foi o suficiente para que a Ferrari fosse campeã do Mundial de Construtores e encerrasse um tabu de 11 anos. A fase sem triunfos foi a segunda maior da história da escuderia, que também não conquistou títulos entre 1983 e 1999. A festa foi ainda maior porque o terceiro lugar garantiu a Lauda o primeiro de seus três títulos mundiais.

Piquet alcança marca de 200 GPs na F1

Quando Nelson Piquet chegou a Monza para a disputa da corrida de 1991, já era um piloto consagrado. Campeão mundial em 1981, 1983 e 1987, o brasileiro já estava perto do fim de sua trajetória na Fórmula 1, já que fazia sua última temporada na categoria. Nem por isso o brasileiro deixou de fazer história no Grande Prêmio da Itália daquele ano.

No sábado, Piquet conquistou a oitava colocação no treino classificatório. No dia seguinte, alinhou no grid para dar início ao seu 200º GP na Fórmula 1. Durante a corrida, o brasileiro ainda ganhou duas posições para terminar em sexto e somar um ponto.

Depois da corrida, Piquet ainda disputou mais quatro provas naquela temporada. Foram suas últimas na F1. Correndo pela Benetton, terminou o campeonato na sexta colocação, com um total de 26,5 pontos conquistados.

null“Manobra” de Fittipaldi e chegada espetacular

O Grande Prêmio da Itália de 1993 com certeza foi marcante para Christian Fittipaldi. Após largar em 24º, o brasileiro, que corria pela Minardi, completou a prova na oitava colocação (na época, só os seis primeiros pontuavam). Mas o mais impressionante não foi a posição em que o piloto cruzou a linha de chegada, e sim a maneira como ele fez isso.

Na última volta, após tocar roda com roda com seu colega de equipe, Pierluigi Martini, Fittipaldi viu seu carro decolar e dar um giro completo no ar. O bólido do brasileiro pousou com as rodas no chão e deslizou até a linha de chegada. Por sorte, nenhum dos dois se machucou ou perdeu posições por conta do acidente.

Schumacher empata com Senna e se emociona

Monza sempre foi um circuito especial para Michael Schumacher. Foi ali, em 1991, que o piloto conquistou seus primeiros pontos. Porém, em 2000, seus fãs presenciaram um dos momentos de maior emoção do alemão no automobilismo. O piloto, então na Ferrari, viajou para a Itália com 40 vitórias na Fórmula 1, apenas uma a menos do que o brasileiro Ayrton Senna.

Em um final de semana incontestável, Schumacher largou na pole, liderou 49 das 53 voltas da corrida e obteve a sexta das nove vitórias que lhe garantiriam o primeiro de seus cinco títulos mundiais com a Ferrari, e o terceiro de sua carreira. E o fato de ter empatado com Senna pareceu marcar o alemão.

Durante a coletiva, ao ser perguntado sobre o feito, o heptacampeão mundial se emocionou e foi às lágrimas. De tão emocionado, não conseguiu responder a mais nenhuma pergunta da coletiva. O choro do alemão contagiou os outros pilotos presentes na coletiva: Mika Hakkinen também teve dificuldades para responder suas perguntas, e Ralf Schumacher consolou seu irmão naquele momento.

Posteriormente, em sua carreira, Schumacher também superou Alain Prost, que triunfou 51 vezes, e com folga: o alemão já venceu 91 corridas na categoria e é o maior vencedor da F1.

Confira os horários do Grande Prêmio da Itália deste fim de semana:

  Data Horários (de Brasília)
Primeiro treino livre Sexta-feira, 09/09 5h
Segundo treino livre Sexta-feira, 09/09 9h
Terceiro treino livre Sábado, 10/09 6h
Treino classificatório Sábado, 10/09 9h
Corrida Domingo, 11/09 9h

Leia tudo sobre: F1Nelson PiquetMichael SchumacherNiki Lauda

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG