
João Fonseca pode reencontrar Casper Ruud, vítima da sua melhor campanha da temporada, já na terceira rodada do Masters 1000 de Montreal, torneio que começa neste sábado (01). O brasileiro, número 27 do mundo, conheceu sua chave na última sexta-feira (31) e virou o cabeça de chave 22 graças às desistências de Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz. Com isso, folga na primeira rodada e estreia na segunda, contra um tenista que ainda sairá do qualifying, com nome a ser definido no domingo (2).
Foi justamente contra Ruud que Fonseca fez uma das melhores partidas da temporada, batendo o norueguês nas oitavas de final de Roland Garros e avançando pela primeira vez na carreira às quartas de um Grand Slam. Para o reencontro acontecer, Ruud precisa passar pelo argentino Juan Manuel Cerundolo ou pelo sérvio Hamad Medjedovic, enquanto o brasileiro precisa vencer sua estreia contra o tenista do quali. O retrospecto de Fonseca contra adversários vindos da fase prévia é favorável, com 16 vitórias em 25 confrontos ao longo da carreira.
Caso o caminho se confirme até as quartas, o brasileiro pode ainda cruzar com o americano Ben Shelton, atual campeão do torneio, ou o belga Zizou Bergs nas oitavas, e com o russo Daniil Medvedev ou o tcheco Jakub Mensik, responsável por sua eliminação no Roland Garros, na fase seguinte. Zverev aparece como principal favorito ao título, ao lado do próprio Shelton, campeão em 2025.
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O novo Guga?
Fonseca concedeu entrevista ao programa CNN Esportes e falou sobre a comparação recorrente com Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros e maior nome da história do tênis brasileiro. O jovem disse que sentia mais peso com esse tipo de comparação no início da carreira, mas hoje encara a situação de forma diferente. "No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo 'será que vou conseguir fazer como ele fez', mas atualmente eu penso em fazer minha história. Esse é meu foco, não sinto pressão de ser um novo Guga. Eu quero ser um novo João", disse.
Fonseca também elogiou o ídolo brasileiro. "O Guga é um ídolo para o Brasil e pro mundo inteiro, um cara com carisma sensacional. Espero um dia conseguir fazer pelo menos um terço do que ele fez", completou. O tenista de 19 anos ainda revelou as metas para os próximos anos. "Meus sonhos são ganhar Grand Slam e ser número 1 do mundo. Parece que está perto, mas estamos muito longe ainda, tem muito a ralar e evoluir. Espero, dentro de três a cinco anos, estar lá."