Tenista foi ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro
Divulgação
Tenista foi ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro

O australiano ex-número 1 do mundo no tênis em cadeira de rodas, Dylan Alcott , soltou o verbo contra a organização do US Open . Após decisão pela não realização da disputa em cadeira de rodas neste ano, o jogador atacou: “discriminação nojenta”.

Leia mais: Ex-jogador do Palmeiras defende James Rodriguez e manda Zidane ‘comer me...’

“Acabaram de anunciar que o US Open continuará sem o tênis de cadeira de rodas. Os jogadores não foram consultados. Eu pensei que tinha feito o suficiente para me qualificar: bicampeão, número 1 do mundo. Mas, infelizmente, senti falta da única coisa que importava: poder andar. Discriminação nojenta!”, escreveu no Twitter.

O jogador foi além e não parou as críticas. “E, por favor, não me diga que estou no grupo de risco porque sou deficiente. Tenho com deficiência sim, mas isso não me deixa doente. Eu sou mais apto e saudável do que quase todo mundo lendo isso agora. Não há riscos adicionais”, apontou.

Com 29 anos, Dylan Alcott foi medalhista paralímpico nos Jogos de Pequim (2008) e Londres (2012) defendendo a seleção de basquete em cadeira de rodas da Austrália. Posteriormente dedicou-se ao tênis, onde conquistou nove títulos do Grand Slam , dentre eles o bicampeonato do US Open (2015 e 2018).

Nas duplas, conquistou outros seis títulos. Este ano, Alcott foi campeão do Austalian Open em simples e duplas. Nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro , o australiano foi ouro em simples e duplas. 

“Eu dediquei a minha vida a mostrar que pessoas com algum tipo de deficiência está apto a fazer o que desejar fazer, com alguma diferença, mas capaz. Eu luto para ser exemplo para as crianças, que hoje nas escolas se sentem menores por terem algum tipo de deficiência”, afirmou.

Por fim, repetiu que nenhum atleta do Tênis em Cadeira de Rodas foi consultado sobre o que pensava da realização ou não do US Open 2020 para a categoria. “É como se eles pensassem: 'Ok, temos de fazer o torneio e vamos aqui fazer a chave masculina de simples'. Não teria a chave feminina por quê? Isso é discriminação. Todos somos atletas. Estou com a mão toda ferida, pois tenho treinado muito duro nos últimos dias para não ter torneio”, desabafou.

    Veja Também

      Mostrar mais