Tamanho do texto

Diretor Guy Forget projeta "estilo Roland-Garros" mais flexível do que em Wimbledon. Designers foram consultados sobre roupas do próximo ano

Serena Williams usou calça e camisa em Roland-Garros 2018 e foi criticada
Reprodução/ Roland-Garros
Serena Williams usou calça e camisa em Roland-Garros 2018 e foi criticada

Após veto de Bernard Giudicelli, um dos organizadores de Roland Garros, ao uniforme “Pantera Negra” usado por Serena Williams na edição 2018 do Gram Slam, o diretor do torneio, Guy Forget, deu entrevista ao L’Équipe e admitiu que nos próximos anos haverá uma regra de vestimenta para os atletas.

Leia também: Serena Williams é a mulher mais bem paga dos esportes, segundo a Forbes

O uniforme que causou polêmica é composto de calça e camiseta preta e foi feito sob medida para Serena depois que a atleta teve complicações no parto da filha, a pequena Alexis Olympia. A Nike, responsável pela confecção da roupa, saiu em defesa da jogadora e publicou uma foto com os dizeres “Você pode tirar a fantasia do super-herói, mas você não pode nunca tirar seus superpoderes”.

Apelidado de “roupa de Wakanda”, em referência ao filme Pantera Negra da Marvel, o traje ajudava na circulação sanguínea de Serena durante o jogo.

Diante de toda a confusão criada por seu colega, Guy Forget disse que o código de vestimenta para Roland Garros será “mais flexível do que Wimbledon”, que só aceita roupas brancas. A ideia geral é que os atletas se apresentem com certa elegância e seja criado um “estilo Roland-Garros”.

"O regulamento atual deixa espaço para todas as roupas. [...] Em termos concretos, não há quadro. Muitos jogadores acreditam que alguns jogadores vão longe demais. Por que não conciliar elegância sem prejudicar a criatividade dos designers? Este é o caminho com o qual me comprometi " explicou Forget.

Leia também: Aproveite o US Open para aprender a apostar no tênis

Segundo o jornal francês L'Équipe, os designers foram consultados sobre como serão as roupas dos competidores no próximo ano.

A diretoria tem investido em um novo estádio para a competição francesa e acredita que os uniformes podem refletir a elegância, modernidade e praticidade “Os jogadores e os fabricantes terão que inovar em um ambiente pré-definido que favorecerá a elegância” terminou o diretor.

A proposta de um código de vestimenta precisa ser aprovada pelo comitê executivo da federação antes de ser passado para os atletas. Talvez essa medida demore a ser implementada. Em 2021 Roland-Garros terá um novo e completo estádio.

Do mesmo jeito de Serena, Nike revolucionou uniformes nos anos 90

Andre Agassi, assim como Serena Williams, desafiou os padrões do tênis
Reprodução
Andre Agassi, assim como Serena Williams, desafiou os padrões do tênis

A Nike foi a pioneira em confeccionar roupas coloridas para jogadores de tênis. Nos anos 80 era impensável um jogador não se apresentar com roupa branca.

Leia também: Serena diz que sofre preconceito pela quantidade de exames antidoping

Nos anos 90, o americano Andre Agassi foi o primeiro a romper a barreira e, assim como Serena , também ouviu duras críticas. Da mesma forma, a empresa saiu em defesa do jogador e virou sinônimo de inovação.