Neymar em ação com a camisa do Santos no Maracanã
Foto: Reinaldo Campos/ Santos F.C.
Neymar em ação com a camisa do Santos no Maracanã

Neymar não marcou, mas deixou o Maracanã como um dos principais personagens da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Fluminense. Em uma tarde na qual dividiu o ataque com Gabigol, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha, o camisa 10 teve liberdade principalmente no segundo tempo e assumiu o papel de articulador do quarteto ofensivo santista.

Na primeira etapa, porém, o Peixe encontrou dificuldades para fazer a estrutura funcionar. O Tricolor controlou boa parte do primeiro tempo e saiu na frente aos quatro minutos, após cobrança de escanteio que terminou com o gol de Castillo. Na frente, o time paulista tentou levar perigo, mas o camisa 10 só incomodou Fábio na última jogada.

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Liberdade para flutuar e mais competitivo

A dinâmica mudou após o intervalo. Com o Santos mais compacto e os jogadores ofensivos mais próximos, Neymar passou a ter ainda mais liberdade para circular pelo campo. O camisa 10 apareceu entre as linhas, participou da construção e ajudou a acelerar as jogadas diante de um Fluminense que perdeu força na marcação.

Aos quatro minutos, Neymar iniciou a jogada do empate. Ele recebeu pelo meio e encontrou Rodinei, que cruzou de primeira para Gabigol completar. O lance simbolizou a função exercida pelo camisa 10: menos preso a uma posição e mais responsável por conectar os jogadores de frente.

Quatro minutos depois, o Santos virou. Bontempo recebeu pela direita e cruzou para Philippe Coutinho aparecer na área e marcar de cabeça seu primeiro gol pelo clube. A sequência mostrou a força do quarteto quando conseguiu encontrar espaços e jogar de forma mais próxima, com Neymar, Gabigol, Coutinho e Cebolinha alternando posições e participações nas ações ofensivas.

Gols perdidos, mas atuação consistente no Maracanã

Depois da virada, Neymar continuou como referência na criação. Em uma das principais oportunidades da etapa final, recebeu em condição para finalizar e acertou a trave. Em outro lance, ficou perto de ampliar, mas mandou a bola por cima. Faltou pouco para a atuação consistente terminar também com um gol.

A participação de Neymar, no entanto, não ficou restrita ao que fez com a bola. Cuca destacou justamente o comportamento do atacante sem ela. O treinador afirmou que o camisa 10 correu muito, baixou a linha e encurtou espaços, além de classificar aquela como a partida em que mais competiu e jogou bem desde sua chegada ao comando do Santos.

“Neymar estava cansado porque ele correu muito. Não sei os números dele, mas como é bom ver o jogador competindo, baixando linha, encurtando espaços. Da minha estada foi a partida em que mais competiu e jogou bem. Uma pena a bola ter dado na trave e a outra passar por cima. Fez um grande jogo”, enalteceu.

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A atuação também reforçou a importância do camisa 10 na construção do novo momento do Santos. Aos 34 anos, o jogador não precisou marcar ou dar uma assistência oficial para ser decisivo na vitória. Ele participou da origem do primeiro gol, criou oportunidades e ainda levou perigo diretamente ao gol de Fábio.

Sem outras competições no calendário até o fim do ano, o Alvinegro Praiano concentra suas atenções na reta final do Brasileirão. Assim, a equipe terá dois compromissos consecutivos diante da torcida na Vila Belmiro: primeiro, contra o Bahia, no dia 24, e depois diante do rival Palmeiras, no dia 28.

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