Naming rights podem integrar pacote para renegociar débito do estádio
Foto: Bruno Granja/Corinthians
Naming rights podem integrar pacote para renegociar débito do estádio

O Corinthians tenta transformar a negociação com a Caixa Econômica Federal em uma solução mais ampla para as finanças da Neo Química Arena. O débito do estádio com o banco gira em torno de R$ 640 milhões, e a diretoria discute uma parceria que inclui os direitos de nomeação do estádio e outros serviços financeiros. O presidente Osmar Stabile viaja a Brasília nesta sexta-feira (16) para assinar um termo de confidencialidade, etapa que permite avançar nas conversas.

A diretoria alvinegra espera que a Caixa se manifeste publicamente sobre o andamento das tratativas. O clube trabalha com a possibilidade de fechar o acordo ou, ao menos, obter uma confirmação de que as negociações estão avançadas. As partes também discutem como o estádio poderia se chamar caso o banco assuma os naming rights, com opções como Arena Caixa ou nomes associados a produtos da instituição.

Parceria pode ampliar serviços financeiros no Corinthians

O projeto em discussão vai além da exposição da marca no estádio. Corinthians e Caixa avaliam concentrar no banco parte das operações financeiras do clube. Isso inclui o processamento da folha de pagamento de funcionários do Parque São Jorge, do CT Joaquim Grava e da Neo Química Arena. A proposta também inclui possíveis produtos financeiros ligados ao clube, como títulos de capitalização, e a administração de operações do programa Fiel Torcedor.

Ao mesmo tempo, o Corinthians espera que a instituição suspenda temporariamente as cobranças do financiamento da Arena e interrompa a execução das garantias vinculadas ao contrato enquanto as partes negociam. Essas medidas ainda dependem de definição entre o clube e o banco, assim como os demais termos da possível parceria comercial.

Outro ponto pendente envolve R$ 13,5 milhões que, de acordo com as informações sobre a negociação, seguem retidos pela Caixa. Desse modo, o valor representa metade de uma operação anterior de R$ 27 milhões relacionada às garantias de pagamento do estádio. A diretoria espera avançar nesse tema junto com as discussões sobre os naming rights e os serviços financeiros.

No entanto, assinatura do termo de confidencialidade não representa, por si só, a conclusão do acordo. O Corinthians aguarda um posicionamento da Caixa para esclarecer quais medidas poderão entrar em vigor durante a negociação e como a parceria poderá contribuir para reorganizar o compromisso financeiro da Arena.

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