
Sob o comando de Tite, o Botafogo iniciou uma sequência acessível da pior forma possível. Em choques contra Mirassol, Vasco e Coritiba, o time alvinegro tinha a obrigação de somar, no mínimo, seis pontos. O Glorioso, no entanto, voltou para casa com apenas um e sustentando uma falsa narrativa de “evolução”. Ao não sair de um insosso empate com o Coxa por 1 a 1, na última segunda-feira (12), no Estádio Couto Pereira, o auxiliar Matheus Bachi valorizou o score diante de um adversário que não triunfa há mais de 40 dias e vinha de duas goleadas. É o risco de abraçar a mediocridade e caminhar assim até o final desta edição do Campeonato Brasileiro. Não é à toa que esta é a pior campanha do Mais Tradicional desde 2022, no início da era SAF.
Se o Glorioso tivesse desempenho, ainda que mínimo, como insistem alguns comunicadores e a comissão técnica, seria o suficiente para derrotar o Coritiba e se aproximar da salvação. O Botafogo não enfrentou um bicho-papão. Diante de duas derrotas consecutivas, precisava apresentar, de forma imperativa, uma resposta imediata resumida em vitória. No entanto, no Alto da Glória, o resultado novamente não veio, e o Mais Tradicional esteve longe de uma mudança de chave. Não houve um número de oportunidades claras para colocar a responsabilidade de mais um tropeço no acaso. A equipe alvinegra, que já figura entre os piores mandantes do Brasileirão, aparece agora como um visitante frágil, mesmo com um treinador de primeira prateleira e nomes com passagem por Seleção Brasileira.
Botafogo se distanciou das vitórias no Brasileirão
Como falar em progresso se o Botafogo é vazado em todo compromisso, se o goleiro se destaca no sistema defensivo, se os centroavantes não marcam há três meses, se o meio de campo não funciona de maneira compacta e se a equipe obteve um triunfo nos dez últimos embates pelo Campeonato Brasileiro? São contas que não deveriam fechar no botafoguismo. Cenários que serviriam de alerta na busca incessante pelos 45 pontos na tabela. Mas o clube prefere se escorar em migalhas. Uma instituição do tamanho da Estrela Solitária e com uma história única no futebol mundial não pode pensar tão pequeno. Cadê a exigência? Não adianta dourar a pílula!
O torcedor do Botafogo está saturado com 2026. Três eliminações vergonhosas nas Copas, campanha de coadjuvante no Brasileiro, risco de queda, troca de treinadores, time sem nenhum modelo de jogo, crises acentuadas e celeuma nos bastidores minaram a paciência. Caso consiga adiantar o presente de Natal, este seguidor do Glorioso pedirá somente que a temporada termine o mais rápido possível para desfrutar de alguns dias de paz.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
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