
O diretor executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, explicou a escolha de Clarence Seedorf para assumir o comando da equipe após a saída de Fernando Diniz. Assim, antes do clássico contra o Palmeiras, neste domingo (11), o dirigente destacou o perfil do treinador holandês e os motivos que levaram o clube a apostar em seu nome.
“Um nome como o do Seedorf transcende. Não é que chegou de alguma maneira (oferecida), é um nome que a gente teve acesso, identificamos que é um líder, um vencedor, é um cara que decidiu retomar a carreira como treinador. Ele estava decidido para o ano que vem, mas surgiu o convite do Corinthians e ele teve o desejo de vir para cá. É importante a gente contar com quem tem o desejo, ele quis”, comentou, em entrevista à ge tv.
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“Entendemos que tem o perfil de liderança, é um vencedor, um cara que dentro de campo liderou equipes, foi capitão, representou bem os clubes em que passou. E que quer vencer como treinador. Assim, acredito que ele tem as credenciais para isso, os jogadores entendem que é algo bom, do que a gente ouviu depois de tomar a decisão”, completou.
“Entendemos que é um cara que vai chegar com muita energia, com espírito, com conhecimento, está muito claro para ele nas conversas iniciais o que precisamos nesse momento: pragmatismo, vencer jogos, pontuar, e terminar o ano com uma pontuação boa, já pensando no ano que vem”, acrescentou.
Currículo contou
O currículo de Seedorf também pesou na decisão. Como treinador, ele comandou o Milan, da Itália, em 22 partidas, com 11 vitórias. Depois, passou pelo Deportivo La Coruña, da Espanha, onde dirigiu 16 jogos e venceu apenas duas vezes. Nesse sentido, seu último trabalho ocorreu à frente da seleção de Camarões, entre 2018 e 2019, com 12 partidas e quatro triunfos.
Marcelo Paz admitiu que o longo período sem trabalhar como técnico representa um ponto de atenção, mas preferiu destacar os aspectos positivos da contratação. Para o dirigente, a experiência acumulada pelo holandês ao longo da carreira também contribuiu para a escolha.
“Primeiro que ele se informou sobre o Corinthians desde que houve o primeiro contato nosso, ele foi entender a situação, a circunstância, a pontuação, o elenco, a tabela. Um cara que comprou a ideia desde a primeira conversa. Ele sabe que precisamos pontuar, precisa voltar a se defender cada vez melhor, ganhar jogos de 1 a 0. O Corinthians chegou no Japão ganhando jogos de 1 a 0”, frisou.
“Ele é um cara que conhece o Brasil, já jogou no Brasil, fala o idioma fluente, e tem liderança forte. Isso vale no futebol, você ter na beira do campo e no vestiário um cara que você escuta. Alguém que você sabe que o que ele diz faz sentido, tem legitimidade para falar, cobrar, apontar um caminho. Tem respeito de arbitragem e adversário. Tem vários fatores que são positivos. Entendemos a crítica ao tempo sem estar dirigindo um clube, é justa. Contudo, entendemos que tem vários fatores que justificam a vinda dele para nos ajudar”, concluiu.