Medina teve outra atuação abaixo da crítica
Foto: Vítor Silva/Botafogo
Medina teve outra atuação abaixo da crítica

O Vasco, que há pouco tempo lutava contra o rebaixamento, tem um time. Não é à toa, aliás, que briga em três competições. Na edição do Campeonato Brasileiro, basta contar com um conjunto razoável para vencer o Botafogo. Sendo assim, nesta quarta-feira (7), no Estádio Nilton Santos, pela rodada 29, o Cruz-Maltino derrotou o Glorioso por um placar enganoso de 2 a 1. Se não fosse o goleiro Batista, autor de quatro ou cinco grandes defesas, o visitante sairia do Colosso do Subúrbio com um resultado favorável histórico. Ainda houve uma bola que pegou no travessão e ciscou a linha no lance que decretaria um 3 a 0 no começo do segundo tempo. A “reação” do Mais Tradicional se resumiu a um lampejo da bola parada: golaço de Telles e um irregular, bem anulado, de Tiquinho. Em suma, a equipe, com suas linhas baixas, não competiu durante o “Clássico da Amizade” e tampouco reuniu forças para reagir.

O Botafogo passou 14 dias treinando e, além de não apresentar nada de novo, repetiu os velhos erros de 2026. Defesa sempre exposta, meio de campo sem criatividade e molenga, ataque que conclui mal, além da falta de opções no banco de reservas para mudar cenários adversos, consequência da esquizofrênica montagem de elenco. O técnico Tite, para piorar, bagunçou a equipe, mexeu mal, tirou o cérebro do time, perdeu o controle, exagerou ao celebrar um gol invalidado, invadiu o campo e levou um cartão vermelho ao fim do espetáculo dantesco na Versalhes Carioca. Uma noite para deixar a torcida de sobreaviso diante do futuro.

Botafogo x Z4

Frágil na marcação e inofensivo como mandante, o Botafogo não vê de onde tirar soluções. Vitinho alterna momentos de Carlos Alberto Torres com outros de Barrandeguy. Craque do time, Danilo parece que só joga com a camisa da Seleção Brasileira. Montoro conseguiu arrumar uma lesão fora dos treinos. Franzino, Hugo, apontado como “pequeno gigante”, não tem o biotipo ideal para se sobressair como “5”. Medina é sempre engolido pelos rivais. E Cabral, com 14 partidas sem gols e assistências, é um caso perdido. Não vale mais a pena, portanto, o esforço. Ziyech é a boa notícia. Porém, sozinho, o astro marroquino não terá grande influência sobre o desempenho coletivo.

Em 90 minutos, o Alvinegro exibiu todos os sinais de que brigará contra a queda para a Série B. O Botafogo, comandado por amadores enquanto o novo sócio majoritário da SAF não assume o poder, passou o Brasileirão inteiro subestimando o risco do Z4. Em nenhum momento, o plantel sustentou a promessa de brigar por vaga na Libertadores. Somente há três semanas, com a chegada de Tite, a chave mudou. Faz-se necessário ultrapassar a barreira dos 45 pontos o mais rápido possível, principalmente quando, com a água batendo no traseiro, os times da “zona da confusão” e do Z4 começam a triunfar. Só o Glorioso estagnou. Ou melhor, vai, paulatinamente, descendo na tabela de classificação.

Apertem os cintos. Afinal, vai ser com emoção até o fim!

*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.

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