
Joshua Kushner, empresário norte-americano, irmão do genro de Trump e líder da Thrive Capital, admitiu que errou na avaliação da ideia da investir na “Fifa Forward Enterprise”, projeto de Gianni Infantino de implementar uma espécie de “SAF da Fifa”.
Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, Kushner aceitou que subestimou a força da “política do futebol”, após a onda de protestos das federações contra a proposta da Fifa. A empresa de Joshua havia sido escolhida com intuito de conglomerar investidores interessados para aportar cerca de R$ 21,4 bilhões no “Fifa Foward Enterprise”.
“Embora apoiemos as motivações da FFE, não conseguimos compreender a dinâmica política do futebol global e até onde alguns chegariam. A Thrive tem um longo histórico de parceria com todos os seus constituintes. Se soubéssemos no que isso se transformaria, não teríamos nos envolvido. Historicamente, o dinheiro no futebol tem se concentrado em um pequeno grupo de países. Era uma ideia sobre a qual cada associação-membro votaria, não uma obrigação ou determinação”, disse o empresário.
O projeto apresentado por Gianni Infantino acabou sendo arquivado após uma repercussão extremamente negativa das federações mundo afora. A decisão do presidente da Fifa criou uma enorme instabilidade política. Principalmente porque aconteceu meses antes do lançamento das candidaturas ao cargo nas próximas eleições da entidade.
Kushner é um empresário ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Infantino e Trump, que se aproximaram nos últimos antes politicamente, entenderam que Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e conselheiro do governo norte-americano, poderia ser um elo importante na busca por investidores ao projeto da Fifa.