Zé Roberto
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Zé Roberto

Técnico da seleção brasileira de vôlei feminino, José Roberto Guimarães comemorou muito a vitória de sua equipe sobre a Coreia do Sul, que classificou as brasileiras à final olímpica. O Brasil encara os Estados Unidos na briga pelo ouro, mas a medalha de prata, já garantida, deu ao país o recorde em Jogos Olímpicos, com 20 conquistadas.

(Veja na galeria abaixo fotos da jogadora)

— Todo dia eu olho o quadro de medalhas. Será que a gente vai conseguir colocar uma a mais ali? É importante, sabe? O estar aqui, pensamos que estamos com o dinheiro público. Se estamos aqui, representamos um povo. Quando as coisas não dão certo, precisamos pensar e repensar — avalia o técnico, que ressalta a felicidade pelor ecorde:

— Quando conseguimos essa situação de conseguir passar e a nossa missão estar quase cumprida, dá um alento. Vim aqui para algo, vim aqui por uma causa, e a nossa é representar o nosso país da melhor maneira possível. Tentar uma medalha e deixar um legado para nossas futuras gerações. Quando me disseram que exatamente com a medalha do vôlei conseguimos quebrar esse recorde, fiquei feliz de nós termos colaborado mais uma vez para que as medalhas brasileiras cresçam em número.

Zé chega a sua terceira final olímpica com o time feminino e a quarta na carreira — incluindo os jogos de Barcelona-1992, com a seleção masculina. O treinador de 67 anos desabafou sobre sua trajetória pela seleção.

— Eu sonhava em vestir a camisa do meu país, vocês não imaginam o que era e é para mim representar o país. Não sei o que vai ser quando isso tudo acabar, acho que vou sentir um vazio enorme. Mas pelo menos, quando parar, vou dizer "sabe, eu corri e caminhei um bom caminho".

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Tandara

O treinador falou também sobre o caso da oposta Tandara. Pega no exame anti-doping, ele revelou que a atleta chorou muito em conversa particular antes que ela deixasse Tóquio. As conversas com a atleta e com o grupo não foram fáceis, segundo ele.

— Eu recebi a notícia de madrugada e fiquei paralisado. Fui ver os procedimentos que teríamos que tomar. Tinha duas preocupações, ela e o grupo. Logo pela manhã, conversei com ela e ela disse que estava limpa, não tinha tomado nada, falei "então, vamos pensar na sua defesa". Só que ela não podia permanecer, tinha que voltar para o Brasil, uma exigência de toda a organização.

Para o grupo, a notícia também caiu como uma bomba. Mas foi preciso "viver o luto", nas palavras do comandante, e seguir em frente para buscar a medalha.

Foi tenso. Eu só pedi para papai do céu me iluminar, porque é um baque. Disse que era uma coisa complicada que tínhamos conversar, todas me olharam sem acreditar. "Aconteceu, mas nós temos uma causa, temos um jogo para ganhar e tentar realizar nosso sonho".

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