Tamanho do texto

A tecnologia é uma das maiores aliadas do esporte. Para muitos atletas paralímpicos ela é essencial

Bicicleta adaptada de alta tecnologia  da BMW será utilizada pelo time dos Estados Unidos
Divulgação
Bicicleta adaptada de alta tecnologia da BMW será utilizada pelo time dos Estados Unidos

A dois dias do início dos Jogos Paralímpicos, o Rio de Janeiro já recebe os maiores paratletas do mundo e também seus equipamentos ultramodernos. Não é errado dizer para que para muitos desses atletas, a competição de alto nível só tornou-se possível devido à tecnologia.

VEJA TAMBÉM:  Energia e força do coração vão marcar abertura da Paralimpíada, diz produtor

Para tornar o esporte acessível a esses atletas é necessário um alto investimento em tecnologia para adquirir equipamentos modernos e adaptados de acordo com cada modalidade. Os itens mais comuns para o público geral são as próteses, utilizadas principalmente no atletismo, em esportistas amputados. O medalhista brasileiro de ouro, Alan Fontelles, por exemplo, faz uso de um tipo de prótese especial para disputar competições.

Com o auxílio das próteses, melor denominadas lâminas de corrida, Fonteles bateu o favorito Oscar Pistorius na prova de 200 m rasos nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, após uma arrancada impressionante.

Não é por acaso que os paratletas são constantemente chamados de super humanos . Além da determinação, a adesão a ferramentas de eficácia comprovada prometem quebrar mais recordes na Paralimpíada Rio 2016.

Confira cinco inovações tecnológicas utilizadas pelos paratletas:

Lâminas de corrida

Lâminas de corrida proporcionam melhor performance para os paratletas
Divulgação Ossur
Lâminas de corrida proporcionam melhor performance para os paratletas

As lâminas de corrida são, possivelmente, as inovações tecnológicas para atletas deficientes mais conhecidas do mundo. Elas dão aos atletas a oportunidade de competir em alto nível. No entanto, só são utilizadas para disputas esportivas, sendo inviáveis para uso no dia a dia. A maioria dessas lâminas são compostas por 80 camadas de fibra de carbono, cada uma mais fina que um fio de cabelo. Elas são acopladas a um joelho esportivo, tornando-se a única opção para os atletas amputados do joelho para cima.

Toucas de alta tecnologia

Touca avisa o momento exato de o nadador virar na piscina
Divulgação Samsung
Touca avisa o momento exato de o nadador virar na piscina

A tecnologia também está presente na natação paralímpica. Alguns atletas utilizarão na Rio 2016 uma touca de alta tecnologia que emite um alerta vibratório para avisar aos nadadores com deficiência visual o momento exato de fazer a volta na piscina. A tecnologia desenvolvida pela Samsung foi trabalhada junto à delegação espanhola para ser utilizada já esse ano no Rio.

Bicicletas túnel de vento

Conhecidas como Wind tunnel bikes,  'Bicicletas túnel de vento', em português, o modelo foi criado pela BMW, a mesma dos carros de luxo, especialmente para o time dos Estados Unidos. Essa cadeira de rodas, com ar de bicicleta foi testada em condições de túnel de vento. Ela contempla um design de chassi completamente novo, com construção avançada de fibra de carbono, direção e frenagem.

Próteses 3D

O time alemão também inovou para buscar medalhas na Rio 2016. Uma de suas apostas no campo de tecnologia aliada ao esporte é a prótese em impressão 3D, que será utilizada pela ciclista Denise Schindler na Paralimpíada. A perna protética impressa em policarbonato 3D é o ápice da alta tecnologia no ciclismo paralímpico.

CONFIRA  o perfil dos atletas paralímpicos brasileiros

Novo kit de Bocha adaptado

A bocha é um esporte que exige muita estratégia e concentração. Para essa Paralimpíada, um novo projeto, que pode ser assistido no vídeo abaixo, foi desenvolvido para ajudar os paratletas alcançarem o seu desempenho máximo na competição, sem serem atrapalhados pela falta de equilíbrio, por exemplo.

Apesar de todos os benefícios proporcionados pela tecnologia, as máquinas, assim como os humanos, também falham. O próprio Alan Fonteles, mencionado acima, foi prejudicado por elas, em 2015, quando deixou de disputar competições por conta de problemas com a válvula de expulsão de ar de suas próteses. Mas não há dúvida de que o esporte paralímpico só tende a ganhar cada vez mais com a tecnologia.