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Cidade de Tóquio receberá a próxima edição das Olimpíadas e deve usar o Brasil como exemplo na sua organização

Tóquio vai receber os Jogos Olímpicos de 2020
Reprodução
Tóquio vai receber os Jogos Olímpicos de 2020

Um dos maiores desafios do Rio de Janeiro é evitar que as instalações olímpicas se transformem em elefantes brancos após os Jogos Olímpicos. E essa também é a principal preocupação dos organizadores da Olimpíada de Tóquio 2020, já pensando no futuro das arenas que serão construídas para o evento. Restando quatro anos para a competição na capital japonesa, o Comitê local já fez uma revisão no plano original apresentado na época de quando se candidatou para receber o evento.

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A ideia de Tóquio , agora, é usar ao máximo instalações já existentes e reduzir gastos. Onze projetos de arenas já foram alterados e novos locais de competição permanentes ou temporários foram substituídos. Os Jogos Olímpicos na Ásia serão disputados em 34 locais diferentes, incluindo quatro estádios fora da cidade, usados para as partidas de futebol.

Eleita no começo de agosto de 2016, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, pediu uma revisão no orçamento dos Jogos. As contas estão sendo refeitas e um novo relatório deve ser apresentado, assim como exames para averiguar todas as tarefas necessárias para garantir a entrega bem-sucedida dos Jogos.

Antes de ser governadora, Koike era ministra do meio ambiente do Japão. Agora ela pretende levar para a organização dos Jogos o lema” que utilizou enquanto esteve no governo federal: reduzir o desperdício, reutilizar e reciclar. “O conceito é para não deixar nenhum elefante branco para os contribuintes de Tóqui, mas sim um bom legado”.

Rio de Janeiro é modelo

Os japoneses pretendem usar as arenas do Rio 2016 como modelo para os Jogos de Tóquio. “O Rio de Janeiro construiu instalações simples e temporárias, o que é uma boa referência para os japoneses. "As nossas despesas também têm de ser reduzidas. Essa simplicidade foi muito importante para o Rio e gostaríamos de analisar que tipo de processo foi usado para adotar no nosso plano"”, disse Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador dos Jogos de 2020.

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Outra fonte de inspiração dos japoneses é o sistema de transporte adotado na capital fluminense durante a Olimpíada. Tóquio tem 13,6 milhões de habitantes e recebe todos os dias mais 3 milhões de pessoas que moram nas cidades vizinhas ou até mesmo visitantes de outros países. “"No Rio, corredores de ônibus BRT foram uma boa ideia e são uma boa referência para nós. Em Tóquio, as pistas são muito pequenas e estreitas"”, completou Koike.

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Se no Rio de Janeiro as condições climáticas preocuparam por conta dos ventos fortes, causando danos nas instalações do Parque Olímpico e na Marina da Glória, cancelando provas na Lagoa Rodrigo de Freitas, para os Jogos de Tóquio 2020 o que tem tirado o sono dos japoneses é o calor. Nessa época do ano, é verão no Hemisfério Norte e a temperatura média é de 30º C. Por isso, o Comitê Organizador já negocia com algumas empresas formas de amenizar o calor, que incluem névoas artificiais nos locais de competições.

*Com Estadão Conteúdo