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"Em Jogos Olímpicos e Mundiais a gente tem que fazer nosso melhor, tem que se reinventar, fazer algo novo", disse o brasileiro

Estadão Conteúdo

O público que foi ao Engenhão na noite desta segunda-feira para ver as provas de atletismo presenciou uma cena incomum: prestes a cruzar a linha de chegada na prova dos 110 metros com barreiras, o brasileiro João Vitor de Oliveira tropeçou e, num peixinho, acabou chegando à frente dos adversários.

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Com a situação inusitada, o corredor de 24 anos garantiu o quarto lugar em sua bateria e, com o tempo de 13s63, garantiu vaga na semifinal, que será realizada nesta terça-feira.

Brasileiro deu um peixinho para chegar à final dos 110m com barreira
Reprodução/Twitter
Brasileiro deu um peixinho para chegar à final dos 110m com barreira

Depois da prova, ele explicou o que aconteceu: "Em Jogos Olímpicos e Mundiais a gente tem que fazer nosso melhor, tem que se reinventar, fazer algo novo. Quando vejo que existe a necessidade de me qualificar para o próximo tiro, existe uma oportunidade, independente do jeito, seja correndo pra trás, dando cambalhota, caindo, eu faço. Hoje deu certo, amanhã tenho que me reinventar pra conseguir chegar à final. Tudo pode acontecer. Nunca vou sair com o sentimento de 'ah, poderia ter feito mais'. Não posso pensar nas consequências, tenho que pensar na oportunidade".

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Ele contou que deu o "peixinho" pela primeira vez há cinco anos, no Pan Americano juvenil de Miami, em 2011. "Eu estava em quarto e, com a queda, tirei dois centésimos e fiquei em terceiro". O atleta já repetiu o "recurso" em vários outros campeonatos, inclusive o Mundial do ano passado.