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Brasileiros conseguem boas notas e estão na briga por uma vaga na final por equipes; Diego Hypolito brilhou no solo

Arthur Zanetti se apresenta na prova de argolas nas classificatórias da ginástica artística
Reprodução Rio 2016
Arthur Zanetti se apresenta na prova de argolas nas classificatórias da ginástica artística

Estadão Conteúdo

O ginasta Arthur Zanetti já tem com que se preocupar nos Jogos Olímpicos do Rio. Campeão olímpico em Londres-2012, o brasileiro foi superado pelo grego Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial, na classificatória das argolas neste sábado, na Arena Olímpica do Rio. Agora só resta esperar as outras duas subdivisões até o fim do dia para saber se os ginastas se mantêm nas primeiras posições.

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O brasileiro foi o primeiro a se apresentar nas argolas, mostrou segurança e cravou a saída do aparelho. A comemoração veio com o punho cerrado, mas a nota 15,533 deixou Zanetti em estado de atenção. Apesar de ter dado um pequeno passo na finalização, o grego esteve mais firme em seus movimentos e arrancou 15,833 dos árbitros. A pontuação de Zanetti foi melhor do que o seu resultado no último Mundial, no qual os 15,433 não foram suficientes para colocá-lo na final.

Os outros brasileiros tiveram notas regulares nas argolas - Arthur Nory Mariano (14,033), Francisco Barretto Júnior (14,200) e Sérgio Sasaki (14,133). A final das argolas ocorrerá no dia 15 de agosto. Em seguida, os donos da casa seguiram para os saltos. No segundo aparelho, o desempenho coletivo foi mais representativo para a disputa por equipes.

Outro ponto alto da apresentação do Brasil veio no solo, com Diego Hypolito. Em sua terceira Olimpíada, o ginasta brilhou na apresentação sem grandes falhas e deixou o tablado emocionado. Na saída, deu um forte abraço no técnico Marcos Goto. A nota 15,500 levou o ginasta às lágrimas e ele também foi ovacionado pela torcida.

Francisco Barreto vibra após se apresentar nas classificatórias da ginástica artística
Divulgação Rio 2016
Francisco Barreto vibra após se apresentar nas classificatórias da ginástica artística

O resultado, que equivaleria à medalha de prata no último Mundial, deixou Hypolito em segundo lugar da primeira subdivisão e com um pé na final do solo, marcada para dia 14 de agosto. O japonês Kenzo Shirai, bicampeão mundial no solo, somou 15,333 e ficou atrás do brasileiro, já o ginasta mais completo do mundo, Kohei Uchimura, conseguiu 15,533 e superou Hypolito por pouco. A baixa nota de Chico (13,433) foi descartada, Nory conseguiu um bom resultado (15,200) e Sasaki até mandou beijo para a torcida antes de saber sua nota: 14,900.

Mais cedo, os ginastas se apresentaram nos saltos. Diego Hypolito cravou 14,816 em sua tentativa, mas quem surpreendeu foi Arthur Nory Mariano, com 15,100. A satisfação veio em forma de sorriso. A nota mais alta ficou com Sasaki (15,266). Já Chico teve a pior pontuação (14,200) e a nota descartada. Como Sasaki busca a final neste aparelho, precisou fazer um segundo salto. A média de 15,016 foi levada em consideração no individual.

Os generalistas deram conta do recado nas barras paralelas, na barra fixa e também no cavalo com alças. Com apenas três inscritos, os brasileiros não poderiam errar e não se deixaram abater. Nas paralelas, Sasaki e Nory computaram 14,933, enquanto Chico fez 14,900. O ginasta menos conhecido do grupo deixou o aparelho pedindo vibração da torcida, que correspondeu.

A energia foi absorvida por ele e transformada em resultado na barra fixa. A pontuação 15,266 foi surpreendente e recebida com muita festa por Chico. Sasaki garantiu 14,833 de pontuação e Nory fez 14,766 no aparelho, desempenho abaixo do esperado depois do 4º lugar no Mundial de Glasgow.

No cavalo com alças, o último aparelho do Brasil na classificatória, Sasaki teve o melhor desempenho entre os brasileiros e o 4º lugar no geral ao anotar 14,833. Chico ficou com a nota 14,533 e Nory 14, 433. No resultado parcial por equipes, o Brasil terminou em segundo lugar, com 268,078 na somatória das notas, atrás do Japão, que totalizou 269,294. No individual geral, Sérgio Sasaki ocupou o terceiro posto (88,898), seguido por Arthur Nory Mariano (88,465). Os brasileiros ficaram atrás dos japoneses Kohei Uchimura (90,498) e Ryohei Kato (89,232).