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Eles vivem como refugiados no Quênia, mas todos nasceram no Sudão do Sul. Outros cinco atletas formarão a inédita equipe nas Olimpíadas Rio 2016

Atletas do Sudão do Sul vivem como refugiados no Quênia
Divulgação/Rio 2016/André Naddeo
Atletas do Sudão do Sul vivem como refugiados no Quênia

O Time Olímpico de Refugiados (TOR) ganhou o reforço de cinco atletas na manhã desta sexta-feira. Isso porque os sul-sudanês desembarcaram no Rio de Janeiro e vão integrar a equipe que terá dez esportistas no total. Chegaram à capital olímpica três homens e duas mulheres que vieram do Quênia, onde vivem atualmente, mas são do Sudão do Sul. Todos competirão no atletismo.

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Os refugiados que chegaram são os seguintes: Rose Nathike Lokoyen, que disputará os 800 metros, Anjelina Nadai Lohalith, a prova dos 1500 metros, Yiech Pur Biel, também correrá os 800 metros, como a companheira Lokoyen, James Nyang Chiengjiek, dos 400 metros e Paulo Amotun Lokoro, atleta dos 1500 metros, assim como a parceira Anjelina. Paulo, inclusive, já no desembarque, falou do sonho de conhecer o bicampeão dos 100 metros, 200 metros e 4 x 100 metros, Usain Bolt. “Eu quero muito conhecer o Usain Bolt, é alguém que eu só vi pela televisão. Eu espero que ao menos eu possa vê-lo na Vila Olímpica”, revelou.

Paulo Lokoro correrá os 1500 metros nos Jogos do Rio
Divulgação/Rio 2016/André Naddeo
Paulo Lokoro correrá os 1500 metros nos Jogos do Rio

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“É realmente muito importante, porque eu sei que vou representar milhares de refugiados ao redor do mundo”, disse Anjelina Nadai ainda no saguão do aeroporto. “O que eu posso dizer é que não queríamos nos tornar refugiados, mas foi o que aconteceu. Agora queremos fazer algo de positivo pelas pessoas, então talvez essa seja a chance de mostrar ao mundo a causa, para que se tenha cada vez menos refugiados no mundo”, finalizou.

A chefe da delegação do TOR é a queniana Tegla Loroupe, primeira mulher africana a vencer a maratona de Nova York e com três Jogos Olímpicos no currículo. Os cinco competidores vivem na cidade de Kakuma, no Quênia. Para ganhar ritmo olímpico, o grupo treinou na capital do país Nairóbi antes de chegar no Brasil. Outros quatro atletas também já chegaram ao Rio, são eles: a síria Yusra Mardini, dos 100 metros livres e 100 metros borboleta, a congolesa Yolande Mabika, peso médio do judô, o congolês Popole Misenga, que também compete no peso médio do judô e o sírio Ramis Anis, nadador dos 100 metros borboleta.

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O último a chegar será o etíope Yonas Kinde, que participará do evento mais tardio dos Jogos, a maratona. Os países do grupo de refugiados são variados, como Alemanha, Bélgica, Quênia, Brasil e Luxemburo, onde vive o maratonista. Os sírios, inclusive, já treinam no Parque Aquático Olímpico e quem reside em solo brasileiro são os dois judocas.

A inédita equipe olímpica foi criada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), juntamente com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

*Com informações do Estadão Conteúdo

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