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COI deixou nas mãos das federações decisão sobre exclusão de atletas russos dos Jogos; tenistas não serão punidos, diz federação

Yelena Isinbayeva, destaque do atletismo russo, não disputará os Jogos Olímpicos do Rio
ESTADÃO CONTEÚDO
Yelena Isinbayeva, destaque do atletismo russo, não disputará os Jogos Olímpicos do Rio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) optou por não proibir a Rússia de participar dos Jogos Olímpicos do Rio  e entregar a cada federação internacional esportiva a decisão de suspender os russos em sua respectiva modalidade. É a oportunidade de seguir o exemplo da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), que tomou essa decisão anteriormente.

Em nota, o presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe, disse que a entidade está disposta a oferecer sua experiência para outras federações interessadas em também excluir a Rússia.

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"O time da IAAF (está) pronto para oferecer auxílio a qualquer federação esportiva internacional, oferecendo nossa experiência e o que nós aprendemos pelos últimos oito meses", disse Coe. A declaração foi publicada neste domingo (24) via redes sociais.

A IAAF suspendeu a Rússia depois que descobriu que a federação nacional tinha participação direta no acobertamento de casos positivos de doping. A Rússia recorreu do gancho, mas não obteve sucesso em seu pleito na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

No total, 68 atletas pediram para se encaixar como exceção, mas só uma teve sucesso: a saltadora Darya Klishina, que é radicada nos Estados Unidos e, por isso, é submetida a exames antidoping da agência americana. Ela poderá competir defendendo a bandeira da Rússia.

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Delatora do esquema de doping, Yuliya Stepanova também havia sido liberada. Mas a corredora de 800m foi barrada neste domingo uma vez que o COI decidiu que nenhum atleta russo que tenha histórico de doping pode participar da Olimpíada. Stepanova cumpriu suspensão em 2013.

Tênis

Uma das primeiras federações a se posicionar após a decisão do COI foi a Federação Internacional de Tênis. Em comunicado emitido neste domingo, a ITF admite que as descobertas do chamado Relatório McLaren é uma "grande preocupação para qualquer um envolvido com esporte", mas diz que não vê motivos para punir os tenistas russo.

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Divulgação
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"Os sete jogadores russos que foram apontados para competir no Rio foram submetidos a rigoroso programa de testes antidoping fora da Rússia, incluindo um total de 205 amostras colhidas desde 2014, sendo 83 colhidos em competição e 122 fora. Desse total, foram 111 testes de urina e 94 de sangue", detalha a ITF.

"A ITF acredita que isso é suficiente para os sete tenistas russos atenderem aos relevantes requerimentos da decisão de hoje (domingo) do Comitê Executivo do COI", completa a ITF, que, entretanto, diz que vai perguntar à Agência Mundial Antidoping (Wada) se esses sete tenistas ou a federação russa de tênis estão implicadas no relatório.

A equipe russa de tênis não terá Maria Sharapova, que está suspensa por doping depois de testar positivo para Meldonium durante o Aberto da Austrália.

*Com Estadão Conteúdo

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