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Federação Internacional de Atletismo pretende mandar 'mensagem forte' aos que corrompem o atletismo com casos de dopping

EFE

Lamine Diack, ex-presidente da IAAF,  com o presidente do COI, Thomas Back
Alexander Hassenstein/Getty Images
Lamine Diack, ex-presidente da IAAF, com o presidente do COI, Thomas Back

Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, consultor de marketing do órgão, foi banido definitivamente da modalidade nesta quinta-feira, junto a outros dirigentes, após decisão do Comitê de Ética da entidade.

Em comunicado divulgado hoje, o Comitê de Ética da IAAF, que começou a investigação sobre doping que sacudiu o mundo do atletismo, decidiu punir, além de Diack, Valentin Balakhnichev, ex-tesoureiro da IAAF, e Alexei Melnikov, ex-presidente da Federação Russa de Atletismo. Já Gabriel Dolle, ex-diretor do Departamento Antidoping da IAAF foi suspenso por cinco anos do esporte por descumprir vários artigos do código de ética.

O presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe, agradeceu os trabalhos do Comitê de Ética por sua "diligente e detalhada investigação".

"As suspensões vitalícias anunciadas hoje vão enviar uma mensagem forte: os que tentarem corromper o atletismo serão levados à Justiça", destacou Coe, que garantiu a sequência das investigações iniciadas pelas autoridades francesas e a Comissão Independente da Agência Mundial Antidoping (AMA).

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O presidente da Associação Europeia de Atletismo (AEA), Svein Arne Hansen, indicou em outro comunicado que todos "estão tristes pela traição ao nosso esporte por parte dessas pessoas".

"Como ação imediata, hoje escrevi ao nosso conselho para solicitar a aprovação imediata da retirada de Balakhnichev do título de membro do Conselho de Honra do Atletismo da Europa", afirmou.