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Quinze atletas da equipe americana júnior que participou de Mundial na última semana tiveram problemas estomacais

Mundial Júnior de Remo, na Lagoa Rodrigo de Freitas, foi evento-teste para os Jogos do Rio
Detlev Seyb/MyRowinPhoto.com
Mundial Júnior de Remo, na Lagoa Rodrigo de Freitas, foi evento-teste para os Jogos do Rio

O presidente da delegação americana de remo, Glenn Merry, não responsabilizou a água da Lagoa Rodrigo de Freitas pelo problema estomacal que derrubou 15 membros da equipe do país após o Mundial Júnior, evento teste para os Jogos de 2016, realizado na última semana.

"Nossa equipe vai rever os detalhes das doenças para avaliar as áreas de risco e protocolo futuro. Seria fácil, mas irresponsável de nossa parte imediatamente assumir que o local de remo é o ponto principal ou única exposição que causou as doenças", disse Merry em entrevista à agência Reuters.

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Para o dirigente, o fato de técnicos também terem enfrentado o problema estomocal indica que a água da Lagoa não deve ser a responsável pelo mal estar coletivo. Dos 15 afetados, quatro são treinadores.

Marcelo Neves, gerente responsável pela organização da competição, avalia que a água da Lagoa está na melhor condição dos últimos 10 anos. "Frequentoa Lagoa há mais de 30 anos, desde os meus 3 anos, nesse tempo, nunca vi doença. Não vi ninguém com doença relacionada a qualidade da água como hepatite, nunca vi. Qualidade hoje é muito superior que a 5 ou 10 anos atrás", disse ao SporTV.

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No final de julho, a agência AP publicou que a Lagoa Rodrigo de Freitas apresenta alta presença de vírus conhecidos por causar doenças estomacais. Além do local, as águas da Baía de Guanabara e a praia de Copacabana também estariam contaminadas acima do nível aceitável.

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