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Medina defende o título da etapa francesa, que começa nesta terça-feira, e briga com quatro surfistas pela ponta do Circuito Mundial de Surfe

O brasileiro Gabriel Medina tenta, a partir desta terça-feira, assumir a ponta do Circuito Mundial de Surfe e, consequentemente, tirar a lycra amarela, dada ao líder do ranking, do havaiano John John Florence. Com 22 anos, o brasileiro segue na busca pelo bicampeonato mundial nas três etapas que restam para fechar a temporada 2016 do Mundial, desta vez em uma etapa que ele já venceu duas vezes, em Hossegor, na França.

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Gabriel defende o título em solo francês, já que foi o vencedor em 2015, e tem como principais rivais no momento, se pensarmos em liderança do ranking, o australiano Matt Wilkinson e o sul-africano Jordy Smith, além, é claro, da continuidade de Florence, que lidera atualmente.

Gabriel Medina venceu na França em 2015 e conhece muito bem as ondas de Hossegor
WSL / Kirstin
Gabriel Medina venceu na França em 2015 e conhece muito bem as ondas de Hossegor

Dos quatro concorrentes, o primeiro a competir é o quarto colocado, Jordy Smith, que vem de vitória na etapa passada, em Trestles, San Clemente, Califórnia, Estados Unidos. O sul-africano está escalado na terceira bateria, contra o Jadson André e o australiano Kai Otton. Esta rodada inicial não é eliminatória. Os vencedores passam direto para a terceira fase, mas os perdedores têm outra chance de classificação nos duelos da segunda fase. Matt Wilkinson liderou o ranking em sete das oito etapas disputadas e entra no confronto seguinte, com o paulista Miguel Pupo e o italiano Leonardo Fioravanti.

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O campeão mundial de 2014, Gabriel Medina, estreia na quinta bateria, contra o havaiano Dusty Payne e o australiano Ryan Callinan. E o havaiano John John Florence começa a defender a liderança do Circuito na sexta, com o norte-americano Conner Coffin e o francês Joan Duru. 

Duas baterias depois acontece um confronto 100% verde-amarelo, entre o potiguar Italo Ferreira e os paulistas Wiggolly Dantas e Alex Ribeiro. Isso garante um brasileiro na terceira fase, mas dois terão que disputar uma rodada extra nas ondas de Hossegor. Na disputa seguinte, o australiano Julian Wilson encara mais dois brasileiros, o paulista Caio Ibelli e o catarinense Alejo Muniz. Já os outros dois integrantes da elite do CT vão fechar a primeira fase. 

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O paulista Filipe Toledo enfrenta os australianos Josh Kerr e Davey Cathels na penúltima bateria. E o atual campeão mundial Adriano de Souza, entra na última com o taitiano Michel Bourez e o australiano Adam Melling. Depois da etapa francesa, restarão mais duas para definir o campeão mundial da temporada. A próxima entre os dias 18 e 29 de outubro em Peniche, Cascais, Portugal. E a última, a mais badalada delad: Pipe Masters, de 08 a 20 de dezembro, em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu, Havaí.

VITÓRIAS BRASILEIRAS

Os três últimos desafios de 2016 foram vencidos por brasileiros no ano passado. Gabriel Medina faturou pela segunda vez na França ao vencer John John Florence nas quartas de final, antes da decisão contra o australiano Bede Durbidge. Já as outras duas etapas foram encerradas com finais 100% brasileiras. Em Portugal, Filipe Toledo ganhou o show de aéreos contra Italo Ferreira nas ondas de Supertubos. E no Havaí, Adriano de Souza venceu o confronto de campeões mundiais contra Gabriel Medina nos tubos de Banzai Pipeline. 

BRIGA PELA PONTA

Para Medina, a condição mínima para liderar o ranking na França é chegar nas quartas de final, mas só se John John não tiver vencido nenhuma bateria em Hossegor. Se o havaiano ganhar uma e chegar na terceira fase, o brasileiro só o ultrapassa nas semifinais. E se Florence passar mais uma bateria, já obriga Medina a vencer o campeonato para superar sua pontuação, tanto na quinta fase como nas quartas de final. 

John John garante a ponta na corrida do título mundial se chegar nas semifinais, mesmo que Gabriel conquiste sua terceira vitória na França. Os outros dois concorrentes também terão que torcer para que o havaiano não avance na competição. Florence acaba com as chances de Jordy Smith se vencer duas baterias, ou seja, se passar para a quarta fase. E tira Matt Wilkinson da briga pela ponta na França se chegar nas quartas de final. 

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