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Brasileiro que está na segunda colocação do ranking tem ótimo retrospecto na etapa francesa. De lá ele saiu vencedor em 2011 e também em 2015

Com grandes chances de assumir a liderança do Circuito Mundial de Surfe, o brasileiro Gabriel Medina está confiante em conseguir um bom resultado na nona etapa, com início previsto para a próxima terça-feira, na praia de Hossegor, na França. E o pensamento é um só, garantir, no mínimo, uma semifinal, o que seria uma arrancada para o bicampeonato mundial. E ele tem bons motivos para acreditar, já que foi na disputa francesa que ele garantiu momentos marcantes, além de ser o atual vencedor.

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Em seu segundo ano na elite do surfe mundial, em 2011, o jovem enfrentou ninguém menos que Kelly Slater pela primeira vez e... venceu! Foi também onde conseguiu a primeira nota dez e conquistou sua primeira vitória no Circuito . Em 2013, as boas atuações repetiram e ele terminou na segunda colocação. Ano passado, outra vitória. Nas cinco vezes que surfou em Hossegor, seu pior resultado foi um quinto lugar.

Gabriel Medina pode assumir a liderança do Circuito Mundial de Surfe na etapa da França
Kirstin Scholtz/WSL
Gabriel Medina pode assumir a liderança do Circuito Mundial de Surfe na etapa da França

Outra boa lembrança Medina carrega da França. Foi lá, ainda como amador, que ele conquistou seu primeiro título internacional. “Eu tinha 15 anos, tirei duas notas dez. É um lugar especial, sem dúvida. Um lugar que me sinto muito confortável, me sinto em casa. Já tive vitórias lá e é uma onda que eu amo”, lembrou o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe. Antes de ir à França, ele aproveitou as ondas de Maresias para treinar.

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 “É um ‘beach break’ perfeito. Uma onda parecida com a do Brasil. Um dos lugares mais divertidos de surfar no Tour, onde tive mais sucesso”, afirmou o brasileiro, que chega determinado a mais uma etapa. “O negócio é ir e fazer o melhor. É sempre buscar um bom resultado e para mim o que vale é semifinal para cima. São as colocações que contam. Quero ir bem para dar o ataque final em Portugal ou no Havaí”, continuou.

VITÓRIA EM 2011

O jovem de 22 anos lembra com carinho de sua vitória, em 2011. Aquela era apenas a sua segunda apresentação no Circuito e ele demonstrou que vinha para ficar e fazer história. “Foi um campeonato que tudo conspirou a meu favor. As coisas foram acontecendo. Quase perdi na segunda rodada para o Bede Durbidge e a sorte estava do meu lado. A onda vinha e eu conseguia tirar a nota”, recordou.

Mas sem dúvida, o grande momento foi estar na mesma bateria com Slater. Na primeira apresentação, foi superado, porém depois, nas quartas-de-final, levou a melhor. “Era um sonho competir com o Kelly. Sempre tive esse sonho, por ele ser um ídolo e exemplo para todos os surfistas. Foi alucinante, um dia especial para mim e para a minha família. Estava um pouco nervoso antes da bateria homem a homem, mas consegui sair com a vitória”, contou Medina.

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Na sequência, já aliviado e “no lucro”, isso porque em sua segunda etapa e já tinha vencido o maior campeão de todos, venceu Taylor Knox, com o primeiro dez recebido dos juízes. Na ocasião, o rival citou o “Medina Airlines”, pela qualidade do aéreo que rendeu a nota máxima. E na final, venceu Julian Wilson. Já no ano passado, o primeiro lugar veio contra o mesmo Bede Durbidge, que quase o venceu lá em 2011.

No ranking do Circuito Mundial, Gabriel Medina ocupa a vice-liderança, tendo como principais resultados a vitória em Fiji e dois terceiros, no Rio de Janeiro e no Taiti. Na França, ele está escalado para a quinta bateria, contra o havaiano Dusty Paine e um atleta convidado. 

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