Boris Becker foi campeão de seis Grand Slams
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Boris Becker foi campeão de seis Grand Slams

O ex-tenista Boris Becker (confira galeria de fotos abaixo) pode ser deportado do Reino Unido após ser preso por fraude, segundo o Ministério do Interior do país. O caso, de acordo com especialistas, pode abrir um precedente legal na era pós-Brexit, que tornou mais rigorosa a lei de imigração para cidadãos da União Europeia.


O ex-campeão de Wimbledon foi preso na semana passada após ser condenado a dois anos e meio por esconder 2,5 milhões de libras em ativos e empréstimos para evitar o pagamento de dívidas.

Segundo o jornal britânico The Guardian, um porta-voz do Ministério do Interior disse que "qualquer cidadão estrangeiro condenado por um crime e recebe uma sentença de prisão é considerado para deportação na primeira oportunidade".

As autoridades podem argumentar que as infrações criminais de Becker continuaram após a implementação do acordo para o Reino Unido deixar a União Europeia, em dezembro de 2020.

Acredita-se que o ex-atleta não tenha obtido a cidadania britãnica e, portanto, poderia sofrer a deportação sob a versão anterior e mais branda do UK Borders Act 2007, a legislação que dispõe sobre imigração e asilo no Reino Unido.

De acordo com especialistas, se o tribunal entender que a conduta criminosa de Becker se deu após 31 de dezembro de 2020, ele estará sujeito à deportação automática. O ex-atleta poderia recorrer por motivos de direitos humanos. No entanto, casos recentes de pessoas que foram deportadas apesar de viverem no Reino Unido há muito mais tempo que Becker expõem a dificuldade de obter êxito.

— Se a conduta ocorreu antes dessa data, ele se beneficia da proteção do acordo de saída UE-Reino Unido. Ele ainda seria considerado para deportação, e o Ministério do Interior provavelmente tentaria deportá-lo, mas ele teria um argumento legal mais forte para ficar — disse o advogado de imigração Colin Yeo ao The Guardian.

O caso
Becker foi condenado no início de abril por quatro acusações sob a Lei de Insolvência do Reino Unido, incluindo a não divulgação, o disfarce e a remoção de bens significativos após um processo judicial de falência.

O ex-atleta foi inocentado de outras 20 acusações, entre elas nove por não entregar seus troféus e medalhas no tênis, incluindo duas de Wimbledon.

O ex-tenista, detentor de seis títulos de Grand Slam, negou ter violado as leis de insolvência do país após declarar falência em 2017, quando devia quase 50 milhões de libras a credores, segundo a BBC.

O hexacampeão de Grand Slams foi julgado culpado por transferir dinheiro para sua ex-mulher Barbara e para sua esposa, de quem está atualmente separado, após a falência em 2017.

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