Thomas Bach, presidente do COI
Foto: Greg Martin / COI
Thomas Bach, presidente do COI

Após o pedido para retirar todas competições esportivas da Rússia e Belarus, o Comitê Olímpico Internacional comunicou nesta segunda-feira que seu conselho executivo recomenda que todas federações esportivas internacionais proíbam atletas e autoridades de ambos os países de competir em eventos esportivos. O COI também disse que tomou a decisão de retirar a Ordem Olímpica de todas as pessoas que atualmente têm uma função importante no governo da Federação Russa, incluindo o presidente russo Vladimir Putin.

Nesse contexto, o COI considerou em particular os próximos Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022, que começam no dia 4 de março, e reiterou seu total apoio ao Comitê Paralímpico Internacional e aos Jogos.

O COI disse que tomou estas decisões "para proteger a integridade das competições esportivas globais e para a segurança de todos os participantes".

No comunicado a entidade explica que a atual guerra na Ucrânia, invadida pela Rússia, coloca o Movimento Olímpico em um dilema: "enquanto os atletas da Rússia e da Belarus poderiam continuar a participar de eventos esportivos, muitos atletas da Ucrânia estão impedidos de fazê-lo por causa do ataque ao seu país."

Recomenda fortemente que sempre que isso não for possível em curto prazo por motivos organizacionais ou legais, que estes não exibam as bandeiras de seus países:

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"Russos ou da Belarus, seja como indivíduos ou equipes, devem ser aceitos apenas como atletas neutros ou equipes neutras. Nenhum símbolo nacional, cores, bandeiras ou hinos devem ser exibidos", acrescentou o comunicado.

O COI também disse que tomou a decisão de retirar a Ordem Olímpica de todas as pessoas que atualmente têm uma função importante no governo da Federação Russa, incluindo o presidente russo Vladimir Putin.

A decisão incluiu Dmitry Chernyshenko, vice-primeiro Ministro da Federação Russa e Dmitry Kozak, vice-chefe de Gabinete do Gabinete Executivo Presidencial.

O COI explicou que tomou esta decisão com base nas "circunstâncias excepcionais da situação e considerando a violação extremamente grave da Trégua Olímpica e outras violações da Carta Olímpica pelo governo russo no passado". E pede: "Dê uma chance a paz"

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