Enes Kanter
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Enes Kanter

O pivô do Boston Celtics, Enes Kanter, que já fez publicações em apoio ao movimento “Free Tibet” e chamou o presidente da China, Xi Jinping, de “ditador brutal”, voltou a se manifestar contra Pequim, apontando um suposto envolvimento do governo chinês na extração forçada de órgãos.

Em junho, especialistas em direitos humanos das Nações Unidas anunciaram que receberam “informações confiáveis” de que minorias étnicas, linguísticas e religiosas estavam sendo submetidas à extração forçada de órgãos na China.

Em comunicado, relataram que os principais órgãos comercializados dos prisioneiros seriam corações, rins, fígados e córneas. A ação envolveria profissionais da área de saúde, inclusive cirurgiões, anestesistas e outros especialistas. O governo chinês, por sua vez, nega qualquer acusação relacionada à prática.

Desta vez, além do texto nas redes, o pivô da NBA divulgou fotos de um tênis com a mensagem: “Acabem com a extração de órgãos na China”.

Para Jorge Santos, presidente do Movimento Democracia Sem Fronteira - que luta pela democracia e liberdade em países como China, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte -, a publicação do jogador da NBA ressalta a preocupação de como as minorias étnicas e religiosas.

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“O comércio de órgãos praticado pelo governo chinês tem como foco minorias étnicas e religiosas, que são grupos perseguidos e presos sem motivos ou sem mandato de prisão. Além disso, na China, os jornalistas não têm nenhuma liberdade de trabalho. Não se pode fazer uma reportagem que denuncie práticas do governo. Twitter, Google e outras empresas deste tipo não existem lá”, apontou o presidente.

Vale lembra que, após as primeiras manifestações públicas de Kanter, o grupo de tecnologia estatal chinês Tecent resolveu suspender a veiculação de jogos e lances do time de Boston de suas plataformas. 

O jogador, aliás, nunca escondeu seu posicionamento diante de suas ideologias e questões políticas. Nascido na Suíça, mas de família de origem da Turquia, ele também já demonstrou suas visões opostas ao governante turco, Recep Tayyip Erdogan.

O atleta, aliás, é tido como um “terrorista” pelas autoridades do seu país e está proibido de entrar na Turquia ou defender a seleção de basquete. Por esse motivo, Kanter não vê muitos de seus familiares desde 2015.

Recentemente, o pivô publicou uma carta (ver galeria de fotos acima) apontado que, nos últimos quatro anos, já foram feitos contra ele cerca de 10 pedidos oficiais de prisão por parte do regime

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