Agnes Tirop
Reprodução / Instagram
Agnes Tirop

No mesmo dia em que o marido e principal suspeito do assassinato da corredora olímpica queniana Agnes Tirop teve a prisão preventiva decretada por mais 20 dias na Corte de Iten, um ritual de purificação foi conduzido na casa onde a  alteta foi encontrada morta. O cerimonial, tradicional no Condado de Nandi, foi conduzido pelo clã Kapel e acompanhado pela imprensa local.

(Veja abaixo galeria de fotos de Agnes Tirop)


Segundo o jornal "The Standard", do Quênia, o ritual, conduzido por Kirwa Bitok e outro anciões, contou com o o sacrifício de uma ovelha. A casa foi purificada com leite e adubo animal. Em alguns dos momentos mais simbólicos do processo, o sangue no quarto da casa foi lavado e uma foto de Tirop e Ibrahim Rotich (marido da atleta) foi queimada em uma fogueira.

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— Exorcisamos os espíritos ruins e a casa agora está pronta para quem queira viver nela. Como a tradição dita, espalhamos esterco de vaca e lavamos com leite. Conjuramos um feitiço em todos aqueles envolvidos na morte de nossa irmã — afirmou Bitok ao "Standard".

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Nesta segunda-feira, um terceiro suspeito de envolvimento no crime foi detido pela polícial local. Além de Ibrahim, as autoridades também detiveram seu amigo John Kipkoech Samoei. No dia 9 de novembro, uma nova audiência voltará a julgar am situação dos suspeitos. Enquanto isso, a polícia de Iten segue investigando o caso.

Entenda o caso

Agnes foi encontrada morta em casa com marcas de esfaqueamento, em Iten, na última quarta-feira. Os primeiros relatos diziam que os ferimentos seriam no abdômen, mas a polícia retificou e informou que foram no pescoço. A família de Tirop acusa o marido de violência doméstica contra a atleta e de tê-la assassinado por dinheiro.

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Tom Makori, comandante de polícia do distrito de Keiyo North, onde fica Iten, disse na própria quarta-feira que Rotich era o principal suspeito do crime. "Ele fez uma ligação para os pais de Tirop para dizer que havia feito algo ruim. Portanto, pensamos que sabe o que aconteceu", explicou.

Estrela em ascensão, Tirop havia batido no mês passado o recorde mundial dos 10km, com o tempo de 30 minutos e 1 segundo, em Herzogenaurach, na Alemanha. A atleta queniana ganhou fama em 2015, quando tinha apenas 19 anos e conquistou o título de campeã mundial de cross country. Ela se tornou a atleta mais jovem a conseguir a façanha desde a sul-africana Zola Budd, em 1985.

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