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Victor Santos foi alvo da imprensa internacional por conta da sua história de superação, saindo de favela paulistana para o gelo da Coreia do Sul

Brasileiro Victor Santos mudou de vida em poucos anos e se tornou atleta olímpico
Christian Dawes/COB
Brasileiro Victor Santos mudou de vida em poucos anos e se tornou atleta olímpico

Da comunidade São Remo, na cidade de São Paulo, para jornais de todo o mundo através dos Jogos Olímpicos de Inverno. O jovem brasileiro Victor Santos foi um dos atletas mais procurados pela imprensa internacional após a prova dos 15km estilo livre do esqui cross country disputada nesta sexta-feira, em Pyeongchang , na Coreia do Sul. Todos queriam saber um pouco mais sobre a história do menino que há cinco anos lavava carros na Universidade de São Paulo e, em pouco tempo, virou um atleta olímpico de inverno.

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Com pouco mais de quatro anos em contato com o esporte, Victor superou os 15km em 47min09s9 para alcançar a 110ª colocação, entre 118 atletas participantes. A prova de que a colocação pouco importa diante a história de superação do brasileiro estava estampada no rosto do menino de 20 anos ao cruzar a linha de chegada. E também no Twitter, onde ele chegou a ser um dos assuntos mais comentados durante a prova. Sempre em tom muito respeitoso e admirado.

Victor Santos em ação nos Jogos de Inverno
Gustavo Harada/COB
Victor Santos em ação nos Jogos de Inverno

Victor estava feliz por ter feito o seu melhor e por virar símbolo da transformação que só o esporte possibilita. "Agora eu sou um atleta olímpico! Há dois anos que eu só pensava nisso. Ia dormir pensando nisso, acordava pensando nisso, treinava pensando na Olimpíada. É uma competição diferente, um ambiente muito legal, com os melhores atletas do mundo", disse o paulista, mostrando que aprendeu rapidamente a lição. "Ser atleta olímpico é dedicação, é esforço, é dar cem por cento, é incorporar os valores do Olimpismo", afirmou.

Mudança de vida

Victor Santos é um dos jovens destaques do Projeto Social Ski na Rua, do atleta olímpico Leandro Ribela. O projeto dá opção aos jovens carentes da São Remo, favela localizada ao lado da Cidade Universitária da USP, de praticarem o roller ski – esquis com rodinhas. Antes de ingressar no projeto, Victor lavou carros na rua, foi flanelinha e trabalhou como empacotador de supermercado.

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"Eu treino só há quatro anos. Comecei a treinar sério há dois. É muito pouco. Consegui chegar nas Olimpíadas , mas tem muitos objetivos que eu ainda quero alcançar no esporte. Quero me dedicar mais aos treinos. Quero sentir mais essa sensação de estar entre os melhores. Quero melhorar meus resultados”, afirmou o atleta, ainda pensando na prova. "Foi uma prova difícil, uma prova muito dura. Mas eu aproveitei o momento. No final cansei um pouco, mas valeu muito a experiência de estar aqui nos Jogos Olímpicos", disse Victor.

Brasileiro Victor Santos mudou de vida em poucos anos e se tornou atleta olímpico
Christian Dawes/COB
Brasileiro Victor Santos mudou de vida em poucos anos e se tornou atleta olímpico

Desde o início no esporte, o jovem mostrou muita aptidão física e técnica para a modalidade. Em 2014 foi pela primeira vez treinar na Europa. No ano seguinte, o atleta foi campeão pela primeira vez do Circuito Brasileiro de Rollerski, título que repetiu em 2016 e 2017, chegando ao tricampeonato. O jovem também bateu o recorde nacional júnior e adulto da modalidade. Victor disputou a classificação olímpica com outros 10 atletas que também alcançaram o índice Olímpico. Mas o jovem da carente São Remo levou a melhor.

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O vencedor da prova olímpica em Pyeongchang foi o suíço Dario Cologna, com o tempo de 30min31s7, seguido pelo norueguês Simen Krueger (30min49s9) e pelo atleta da Rússia Denis Spitsov (31min00s8). Apesar da modesta 110ª colocação, o brasileiro tem muito o que comemorar.