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Centros de Apoio à Igualdade de Gênero foram criados pelas autoridades dos Jogos para combater casos de abusos sexuais contra atletas e funcionários

Os Jogos de Inverno em Pyeongchang são os primeiros da história a oferecerem centros de atendimento contra abusos
Divulgação
Os Jogos de Inverno em Pyeongchang são os primeiros da história a oferecerem centros de atendimento contra abusos

Os organizadores dos Jogos de Inverno, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, criaram quatro centros de apoio dentro do parque olímpico para esportistas que sofreram algum tipo de violência. O objetivo da causa é combater casos de abusos sexuais contra atletas. Denominados de "Centros de Apoio à Igualdade de Gênero", eles oferecem ajuda jurídica, médica e psicológica, além de aconselharem as vítimas.

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Está é a primeira vez na história olímpica que foram criados estes centros de aconselhamento. Os atendimentos podem ser realizados para qualquer atleta ou funcionário dos Jogos Olímpicos de Pyeongchang . Até o momento, ao menos quatro relatórios de assédio foram registros pelos centros.

"Eu me preocupei em criar um centro de aconselhamento em caso de violência sexual nas Olimpíadas porque é importante saber que os abusos sexuais podem acontecer com qualquer um, a qualquer hora", disse Jeon Won Hee, um dos funcionários dos centros, em uma entrevista à emissora NBC.

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Casos no Rio 2016

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro, dois casos tiveram repercussão. Um deles foi do boxeador da Namíbia Jonas Junius, que foi preso pela polícia por tentar beijar à força uma funcionária da vila olímpica. O outro envolvei o boxeador marroquino Hassan Saada, que tentou abusar sexualmente de outras duas funcionárias.

No entanto, o grande escândalo recente de violência sexual no meio esportivo foi do ex-médico da seleção norte-americana de ginástica Larry Nassar. Ele foi condenado a 125 anos de prisão por ter abusado sexualmente de 265 garotas.

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Ameaça de morte

Após "herdar" a medalha de bronze na prova dos 500 metros da patinação de velocidade nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, a patinadora canadense Kim Boutin está sofrendo ameças de morte por parte de torcedores sul-coreanos. Tudo porque a patinadora ficou com a medalha de bronze por conta da desclassificação da atleta da casa, Choi Minjeong. Após cerca de 10 mil ameças por subir ao pódio, os perfis nas redes sociais da canadense foram restringidos. Boutin terminou na quarta colocação, na prova que foi vencida pela italiana Arianna Fontana, mas ganhou a medalha por conta de uma decisão dos jurados da prova. Eles apontaram que a sul-coreana tentou provocar a queda de suas rivais durante a competição.