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No Brasil, ser cheerleader não é tão simples assim, mas já existem cursos e times espalhados pelos estados

Cheerleader é bem comum nos Estados Unidos
Atlanta Falcons
Cheerleader é bem comum nos Estados Unidos


Quem acompanha esportes americanos, principalmente NFL (liga de futebol americano) e NBA (liga de basquete) , sabe quem existem as famosas cheerleaders - ou, em tradução livre no bom português, líder de torcida -, que embelezam as partidas e ainda enchem os olhos do público com danças e acrobacias. E são muitas as meninas que são adeptas ao estilo, que é praticamente um esporte nos Estados Unidos.

O cheerleading, nome da prática, começou ainda no século 19, mais precisamente no ano de 1877, na Universidade de Princeton, em Nova Jersey. Ser cheerleader é um status que as mulheres carregam com orgulho nas escolas e faculdades. Hoje existem até campeonatos da modalidade, que é reconhecida como esporte por 29 organizações norte-americanas, menos a NCAA (liga universitária de basquete).

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As competições começaram em 1983, mas somente em 2003 foi criada a Fundação Nacional de Segurança Cheer, tornando o cheerleading um esporte reconhecido com as mesmas normas de seguranças universais; e em 2007 foi inaugurada a International Cheer Union, com a missão principal de levar o esporte para todos os cantos do mundo, não ficando restrito apenas à América do Norte.

E no Brasil?

A modalidade em território brasileiro ainda engatinha, difundida apenas em alguns estados. Mas já existe até um campeonato brasileiro e vários times, já que a prática foi introduzida por aqui oficialmente em 2008, pela Comissão Paulista de Cheerleading. A cheerleader, além de animar os jogos, competem misturando dança e elementos da ginástica artística, como alongamento e força física.

Cheerleaders do Internacional
Reprodução/Site oficial
Cheerleaders do Internacional

Atualmente, 22 equipes estão cadastradas na UBC (União Brasileira de Cheerleaders), distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Nos Estados Unidos, um estudo mostrou que 93% dos praticantes são mulheres, e o Brasil não foge à regra: as mulheres dominam a prática, mas muitos homens também são adeptos na função de "base" - pessoa que fica abaixo da pirâmide humana.

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Dá para ser uma cheerleader no Brasil. Existem cursos de formação e atividades em algumas universidades que ajudam no desenvolvimento das interessadas e também das pessoas que pretendem ser "coach", que é o técnico. A tendência é que o cheerleading continue crescendo no País, mas ainda longe, bem longe de fazer frente com a cultura norte-americana.

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