A vida em tempos de pandemia mudou, de uma forma ou de outra, para todos. No mundo do esporte isso não é diferente e, apesar de alguns lugares já estarem voltando ao normal - ou ao novo normal - o Brasil ainda parece ter um longo caminho. Mas, as pessoas vão dando um jeito de "se virar" e Guilherme Senegal , lutador de MMA , faz parte desse grupo. 

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Reprodução/Instagram
Guilherme Senegal, atleta de MMA


O atleta , que morava com sua avó de 83 anos, não quis parar de treinar quando as academias foram obrigadas a fechar as portas e para não causar nenhum risco à ela, resolveu morar no seu centro de treinamento. "Não poderia parar de treinar, mesmo sozinho sei que seria importante manter o foco e continua com a mente competitiva a cada dia, entao assim decidi vir morar na academia até tudo isso passar", conta Guilherme, em entrevista exclusiva ao iG Esporte .

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O lutador mora com mais três atletas e lá eles dividem as tarefas de limpeza, cozinha, além de claro, treinar. "Geralmente faço dois treinos no dia, um treino físico e outro de luta, faço a limpeza da academia junto com os garotos que moram aqui, e a noite vou pra rua trabalhar de entregador de aplicativo, pois com as academias fechadas não consigo dar as minhas aulas", explica ele, que como também é professor, precisou buscar outra fonte de renda.

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Arquivo pessoal
Atleta se mudou para academia durante pandemia


"Tive que fazer economia, pois não estou conseguindo dar aulas, e estou economizando ao máximo com o pouco que estou ganhou", comenta.

Saindo da academia apenas para trabalhar na parte da noite, ir ao mercado e buscar roupas em casa (sempre mantendo distância segura da avó), ele confessa que não está treinando mais do que antes pelo fato de estar sempre na academia, mas que consegue se manter ativo. "Não é a mesma coisa de um treino mais intenso com a galera, porém acredito que mentalmente estou mais avançado que muito gente".

Apesar de ter uma cozinha que ajuda muito dentro da academia, o atleta conta que a alimentação foi prejudicada nesse período. "Não estou me alimentando tão bem como antes, esotu comendo bastante besteira [risos] e estou bem acima do peso da categoria que luto, porém me sinto bem e forte".

Além da alteração na alimentação e nos treinos, a rotina também mudou, o que fez ele sentir muita diferença, já que ele acaba tendo uma noite de sono inferior.

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Arquivo pessoal
Guilherme com seus companheiros de treino


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Agora, resta ao atleta aguardar a pandemia acabar para voltar a vida normal e seguir com os objetivos. "Meu plano continua o mesmo, ser melhor a cada dia, evoluir em todo instante para chega ao meu objetivo". O objetivo: UFC.


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