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Brasileiro enfrentaria Sam Alvy no UFC São Paulo, dia 16 de novembro, mas viu o Ultimate mudar seu adversário após americano quebrar a mão; confira

Falta pouco menos de 15 dias para o UFC São Paulo, que terá em seu card principal um dos grandes nomes do MMA Brasileiro, Maurício Shogun. O curitibano de 37 anos enfrentaria Sam Alvy, mas o americano quebrou a mão e precisou deixar a luta. Agora, o brasileiro enfrentará Paul Craig, dono de um cartel com 16 lutas, com 12 vitórias e 4 derrotas.

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Reprodução/Instagram
Maurício Shogun lutará em São Paulo no próximo dia 16


"Está tudo certo, estou treinando bastante, estou no peso, conforme o planejado", disse Shogun em entrevista exclusiva ao iG Esporte. O meio-pesado tem experiência no muay thai e gosta da luta em pé, mas independentemente do caminho do combate, ele parece estar preparado. "Espero vencer, de qualquer jeito está bom, nocaute, finalização".

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O importante mesmo é que o atleta está pronto para dar o seu melhor independente de seu adversário. "Todas as lutas eu me sinto pressionado, eu me concentro ao máximo, na verdade a minha obrigação é dar meu melhor, dar meu máximo, isso que penso", disse ele.

Lutando em casa

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Reprodução/Instagram
Maurício Shogun


Pelo UFC, Shogun já lutou 6 vezes em casa e o retrospecto é de quatro vitória e duas derrotas. Uma boa arma? Para o lutador, que prefere lutar no Brasil, sim. "Desde que comecei a lutar, eu viajo para lutar no Japão, Europa, Estados Unidos, e a vantagem de lutar aqui é não passar por voos longos e fuso horário", admitiu. "Deixa os gringos passarem um pouco do que passamos a vida inteira", completou.

Os voos e o fuso horário são algo que realmente acabam fazendo a diferença para os atletas, segundo Shogun. "Com certeza atrapalha, o comitê olímpico chega um mês antes [no país] nas Olimpíadas, e a gente chega cinco dias antes da luta, então atrapalha", contou. "A gente é funcionário do UFC, eu tenho 38, 37 lutas, a maioria fora, graças a Deus o UFC está no Brasil".

Maurício faz parte de uma geração de ídolos brasileiros ao lado de Anderson Silva, Vitor Belfort, entre outros. O lutador conta que fica feliz em ser reconhecido como um ídolo. "Onde eu vou no mundo as pessoas me reconhecem, isso é uma motivação a mais, dar meu melhor, meu máximo, uma pressão a mais", explicou.

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Independente do que aconteça no dia 16 de novembro, em São Paulo, Shogun vai descansar com a família, mas ele não deixou de aconselhar a nova geração de brasileiros que estão chegando no Ultimate. "Eu falaria para eles continuarem sempre treinando forte, firme e sempre mantendo o foco independente do resultado, tem que saber crescer com a vitória e a derrota e ir atrás de seus sonhos", finalizou.