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Brasileira de 31 anos é o principal nome feminino da luta-livre na atualidade. Atleta conta como concilia o wrestling com outra paixão, o fisiculturismo

Gabi Castrovinci (à direita) e sua parceira Santana Garrett com o cinturão
Divulgação/MF Assessoria
Gabi Castrovinci (à direita) e sua parceira Santana Garrett com o cinturão

A lutadora brasileira Gabi Castrovinci e sua parceira Santana Garrett derrotaram dois grupos em Tampa, nos Estados Unidos, na primeira defesa do título na federação feminina Shine Pro Wrestling. O triunfo mantém a morena de 31 anos invicta na federação feminina mais prestigiada do mundo de luta livre.

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Em dezembro, a paranaense e a americana venceram a dupla americana Marti Belle e Jayme Jaymison e conquistaram o cinturão mais cobiçado no mundo do wrestling. O feito fez de Gabi Castrovinci a primeira brasileira a ganhar o cinturão da modalidade na história.

"Minha vida sempre foi uma grande batalha. Meu ideal é continuar motivando e ajudando as pessoas ao meu redor. Não decepcioná-las é o meu maior sucesso", diz a lutadora, que agora busca sonhos maiores. Além da luta, ela ainda procura se destacar no fisiculturismo. "Todo esporte tem a musculação como o seu alicerce. E com o apoio do meu técnico Thiago Santisteban sei que posso ter um incrível futuro nos palcos. Não vou abandonar a luta livre, mas quero valorizar o que sempre me deu força para prosseguir em qualquer área: o fisiculturismo", prosseguiu.

A lutadora brasileira Gabi Castrovinci
Divulgação/MF Assessoria
A lutadora brasileira Gabi Castrovinci

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A morena atualmente mora em Orlando com seu marido e foi faxineira e também catadora de lixo nos primeiros anos em que morou nos Estados Unidos. "Antes do meu primeiro casamento eu morava com meu pai, que era lixeiro. Pegávamos muita roupa no lixo. Televisão, sofá, microondas, torradeira... Foram poucas coisas que compramos no começo da nossa trajetória aqui. Tudo o que a gente tinha era dado de presente ou era do lixo", conta

"Eu e uma amigona minha, a Léia, minha madrinha de casamento, uma vez limpamos uma casa nojenta que não dava nem para ver o chão. Era um absurdo. Pegaram um container e jogaram tudo lá. A gente pegou nosso primeiro computador nesse lixo. Foi muito engraçado (risos)", prossegue a lutadora brasileira.

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Vítima de assédio

Na infância, Gabi Castrovinci foi molestada por um parente, como já contamos aqui : "Isso estourou faz pouco tempo pois nunca tinha contado para os meus pais. Foi uma discussão que desencadeou essa revelação. Falei para o meu pai: 'Nossa, você fica defendendo esse monstro e ele passava a mão em mim quando eu era criança'. Acho que tinha só uns seis anos quando mudamos para Curitiba pois morávamos no interior do Paraná. Esse tio é casado com a irmã do meu pai. Acredito que não tenha sido a única criança que ele fez isso", relembra a morena hoje com 31 anos.

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"Começou pois íamos muito para a praia e ele falava: 'Vamos para o mar com o tio'. Quando chegava no mar ele pegava meu pé e ficava passando no pênis dele. Era criança e depois de algumas vezes foi que entendi. Minha mãe nunca teve aquela historinha que foi a sementinha que germinou na barriga da mamãe, ela sempre me educou com esse negócio de sexo. Depois de algumas vezes me toquei que aquilo não era certo, que o que ele estava fazendo era errado", desabafa Gabi Castrovinci.

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