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Carioca foi o lutador mais jovem a vencer uma luta no UFC, com 19 anos, conquistou cinturão e se arriscou também no Pride, evento japonês

Vitor Belfort nocauteou seus adversários no UFC em 12 oportunidades
Arquivo iG
Vitor Belfort nocauteou seus adversários no UFC em 12 oportunidades

O brasileiro Vitor Belfort é um dos mais experientes atletas em atividade do Ultimate Fighting Championship (UFC). Já são vinte anos no mundo das artes marciais mistas (MMA), lutas marcantes, disputas de títulos, idas e vindas, enfim, o carioca, com 39 anos, chamado de ‘The Phenom’ (O Fenômeno), marcou uma era, e aqui vamos relembrar sua trajetória no mundo do MMA.

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Vitor Belfort é faixa preta em Jiu Jitsu, Judô e faixa roxa em Karatê Shokotan. Iniciou no MMA aos 19 anos, em 1996, e está na ativa até o momento. Sua primeira luta foi no evento SuperBrawl 2, disputado em Honolulu, no Havaí, contra o Jon Hess, que já tinha deixado um oponente cego anteriormente. Vitor venceu por nocaute em apenas 12 segundos de luta e chamou a atenção do UFC.

Estreou na maior organização de MMA atualmente em 1997 e, em uma só noite, venceu Tra Telligman e Scott Ferrozzo, ambos dos Estados Unidos, por nocaute, e tornou-se o mais jovem da história a vencer no Ultimate, com 19 anos. No mesmo ano, já com 20, voltou ao evento de número 13 da organização e conseguiu mais uma vitória, contra o norte-americano Tank Abbott, novamente por nocaute.

Em outubro daquele ano foi para sua quarta luta, dessa vez pelo título dos peso-pesados, contra Randy Couture. Entretanto não resistiu e foi superado no primeiro round por nocaute. Ainda no Ultimate, finalizou com uma chave de braço Joe Charles, na primeira edição japonesa do evento, e nocauteou o brasileiro Wanderlei Silva, em 1998, após uma sequência de socos, em sua estreia no peso meio-pesado.

Carreira no Pride

Após acumular um cartel com seis vitórias e apenas uma derrota no MMA, Belfort foi para o Japão lutar em outra organização, o Pride. Logo na sua primeira luta, contra Kazushi Sakuraba, Vitor não teve sorte e quebrou a mão após um golpe, foi dominado e perdeu por decisão unânime. Ficou na organização até maio de 2001 e enfrentou Gilbert Yvel, Daijiro Matsui, Bobby Southworth e Heath Herring, vencendo todos os duelos.

Retorno ao UFC

Em sua volta ao UFC, em 2002, o carioca enfrentou Chuck Liddell e foi declarado o perdedor por decisão unânime dos juízes. Venceu o estadunidense Marvin Eastman por nocaute técnico e ganhou novamente um ‘title-shot’ contra Randy Couture, em 2004. Na mesma época, passava por um drama pessoal, o desaparecimento de sua irmã, Priscila Belfort. No primeiro round daquele confronto venceu por nocaute técnico, após sua luva cortar o olho do adversário, e se tornou campeão dos meio-pesados.

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Mas a festa durou pouco.  A terceira luta entre os dois aconteceu em agosto daquele ano e Vitor foi derrotado por nocaute técnico após interrupção médica no terceiro round, perdendo o cinturão. Ainda no UFC, enfrentou Tito Ortiz, mas após quase nocautear o norte-americano, perdeu por decisão dividida dos juízes e novamente foi lutar no Japão.

Pride e outros eventos

Belfort retornou ao Pride em abril de 2005 com derrota para o holandês Alistair Overeem. Foi lutar, então, no Cage Rage, em Londres. Venceu o francês Antony Rea, por nocaute, no segundo round. Teve a chance de enfrentar novamente Overeem, desta vez pelo Strikeforce, mas foi superado após decisão unânime dos juízes. Enfrentou e venceu, por nocaute, o japonês Yoshiki Takahashi pelo Pride, em julho de 2006.

Ainda no Pride, mas desta vez em solo norte-americano, fez uma luta dura com Dan Henderson, mas os árbitros, por unanimidade, declararam Henderson vencedor. Foi a oitava derrota de Belfort no MMA. Na sequência, no Cage Rage, venceu o italiano Ivan Serati, por nocaute técnico, e o inglês James Zikic, por decisão dos juízes, conquistando o cinturão meio-pesado da organização.

Suas duas últimas lutas antes de retornar ao Ultimate foram no Affliction, evento na Califórnia. Venceu os dois duelos por nocaute, contra Terry Martin e Matt Lindland, uma em 2008 e outra em 2009.

Segundo retorno ao UFC

Vitor Belfort foi derrotado pelo então campeão Anderson Silva
Divulgação
Vitor Belfort foi derrotado pelo então campeão Anderson Silva

Em setembro de 2009, Belfort enfrentou Rich Franklin em luta de peso casado, no UFC 103. Venceu, por nocaute técnico, no primeiro round. Depois de um hiato de quase dois anos, teve a chance de lutar pelo cinturão dos médios em fevereriro de 2011, contra a lenda Anderson Silva. Ainda no primeiro assalto, levou um chute frontal e foi nocauteado.

Sua redenção chegou seis meses depois, diante do japonês Yoshihiro Akiyama. No UFC 133, na Philadelphia, o brasileiro venceu após uma sequência de socos no primeiro round e levou o prêmio de nocaute da noite. No UFC 142, no Rio de Janeiro, Belfort finalizou Anthony Johnson no primeiro assalto e chegou a sua 21ª vitória.

Com isso, teve a chance de lutar pelo cinturão dos meio-pesados contra Jon Jones. O confronto aconteceu em setembro de 2012, no Canadá, e o norte-americano finalizou o carioca no quarto round. Voltou ao octógono contra Michael Bisping, em São Paulo, em janeiro de 2013. No segundo round, após uma sequência de chutes na cabeça e socos, venceu, por nocaute técnico, e levou o prêmio de nocaute da noite.

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No mesmo ano, enfrentou Luke Rockhold na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. Com um chute rodado e socos, venceu e levou o prêmio de nocaute da noite mais uma vez. Em novembro de 2013 fez sua terceira luta no ano, mais uma vez em solo brasileiro. Foi o segundo combate contra Dan Henderson e, com um nocaute ainda no primeiro round, fez o público de Goiânia ir à loucura.

Ficou longe do octógono por mais de um ano, mas quando voltou, foi para enfrentar o então campeão dos médios, Chris Weidman. Belfort fracassou em mais uma tentativa e foi derrotado, por nocaute técnico, no primeiro round. Em novembro de 2015, voltou a São Paulo para enfrentar Henderson pela terceira vez. No primeiro assalto, aplicou uma sequência de socos com um chute na cabeça e nocauteou o norte-americano pela segunda vez. Ganhou o prêmio de performance da noite e quebrou o recorde de nocautes do UFC, com 12.

A última luta de Belfort foi contra o também brasileiro Ronaldo Jacaré
Reprodução
A última luta de Belfort foi contra o também brasileiro Ronaldo Jacaré

Sua última luta até então foi contra o brasileiro Ronaldo 'Jacaré', em um megaevento na cidade de Curitiba. Mas não deu para ele. No primeiro round, após diversos socos do vila-velhense, Belfort sofreu um nocaute técnico. O cartel de Belfort no MMA é de 25 vitórias e 12 derrotas. Atualmente, está na quarta colocação do ranking dos médios no UFC.

Boxe

Com socos potentes, Vitor Belfort chamou a atenção do treinador Al Stankie, que declarou que 'o MMA roubou um dos maiores talentos da história do boxe'. Em 11 de abril de 2006, Vitor lutou pela primeira e única vez no boxe profissional no evento Minotauro Fights III e ganhou, por nocaute técnico no primeiro minuto, depois de derrubar o ex-campeão baiano Josemário Neves, por três vezes. Mas foi só. Chegou a ser escalado para o Minotauro Fights IV, mas uma lesão na coxa o impediu de lutar.

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