Gabigol em sua apresentação no Santos
Raul Baretta / Santos FC
Gabigol em sua apresentação no Santos

O retorno de Gabigol ao Santos foi marcado por um discurso de maturidade e pés no chão. Em sua apresentação oficial nesta segunda (5), o atacante deixou claro que enxerga o momento como um recomeço e que qualquer projeção individual, incluindo a seleção brasileira, passa, antes de tudo, pelo desempenho diário com a camisa alvinegra.

Ao falar sobre a convivência e a parceria com Neymar, Gabigol disse que o sucesso do projeto no Santos depende muito mais da construção de um time competitivo do que de nomes isolados, por mais decisivos que sejam. 

Santos x Novorizontino
santosEmpatetigre
1.73 3.10 5.00
1.64 3.37 4.70
1.70 3.55 5.00
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Gabigol e Neymar no Santos

Gabigol destacou que a responsabilidade de carregar o time não pode recair apenas sobre Neymar ou sobre ele próprio. Durante a coletiva, o camisa 9 disse que a dupla precisa mais dos companheiros do que o inverso.

“Tanto eu quanto ele precisamos muito mais do time do que o time da gente. Então, a gente tem que montar uma equipe forte, uma formação que ajude quem está na frente e quem está atrás. O que precisar de mim, vou estar disponível para ajudar, dentro e fora de campo”, disse o reforço santista,

Seleção brasileira

Quando o assunto foi a Seleção, o atacante adotou cautela. Apesar de reconhecer que vestir a camisa verde e amarela é um sonho permanente, Gabigol foi honesto ao avaliar o cenário atual. Segundo ele, o momento não credencia automaticamente uma convocação, e o foco total está em corresponder dentro do Santos.

“É claro que é um sonho estar na Seleção. Sempre vai ser um objetivo até o momento que eu encerrar minha carreira. Mas creio eu que o meu momento não condiz com isso. Mas também não é impossível", afirmou.

Pronto para estrear

O atacante afirmou estar fisicamente e mentalmente preparado para atuar já no primeiro jogo oficial da temporada contra o Novorizontino, no próximo sábado (10), pela 1ª rodada do Paulistão, deixando a decisão final nas mãos do treinador Juan Pablo Vojvoda

“Espero que sábado seja uma estreia muito bonita para nós. Vamos enfrentar um grande adversário, que vem treinando antes da gente, isso conta. Creio eu que, na Vila, a gente não pode deixar ponto", disse.

Relação com a torcida

Outro tema abordado foi a relação com a torcida santista, especialmente após episódios de vaias em passagens recentes por Flamengo e Cruzeiro. Gabigol tratou o assunto com naturalidade, reconhecendo o papel passional do torcedor.. Para ele, o retorno representa um novo capítulo.

“Eles estavam defendendo o Santos. Eu sou santista. Eu também estive muito ali na Jovem e xinguei muitos jogadores, quando saía do Santos e vinha jogar aqui. Eu defendia outro time, e todo mundo sabe da minha característica como pessoa", finalizou.


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