
A derrota contra o Corinthians deixou o futuro do São Paulo ainda mais nebuloso para o ano que vem. O time tem que jogar tudo nas quatro últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, no limite entre achar uma vaga na Libertadores 2026 e ficar de fora da Copa Sul-Americana. Com a situação financeira já complicada, a perda de receita por não cumprir as metas esportivas pode alterar de forma radical o planejamento para a próxima temporada.
Agora é sonhar com o G-8
Com a derrota no clássico e a vitória do Fluminense sobre o Flamengo, o São Paulo ficou a 9 pontos dos cariocas e oito pontos atrás do Bahia, sétimo colocado — praticamente se despedindo da luta pelo G-7, que já garante vaga para a Libertadores.
Com isso, as melhores chances do tricolor paulista estão na abertura do G-8, que depende do desempenho de Cruzeiro e Fluminense na Copa do Brasil. Essa contradição de torcer contra o Flu em uma competição e a favor em outra, diz muito sobre o final de ano do São Paulo.
Vaga na Sul-Americana ameaçada
Mas a realidade da tabela de classificação mostra o Tricolor mais possibilidade de ficar fora da Sul-Americana do que se classificar para a Libertadores, deixando de receber pelo menos R$ 16 milhões em premiações, sem contar a perda de arrecadação com venda de ingressos e bônus do patrocinador.
Caso não alcance a vaga na Libertadores, o time de Hernán Crespo não poderia contar como certa a vaga na Copa Sul-Americana, já que está na disputa direta com outras 5 equipes — Bragantino, Corinthians, Atlético-MG, Grêmio, Vasco e Ceará. Dois adversários ainda podem facilitar esse caminho, se classificando para direto para a Libertadores, seja através da Copa do Brasil — com Vasco ou Corinthians — ou pela Copa Sul-Americana, onde o Galo faz a final.
Reformulação à vista?
Os números em 2025 mostram que algo não saiu como planejado, seja na montagem do elenco ou nos jogadores que Crespo teve disponíveis para os jogos mais importantes. Por isso, a aposta em jogadores veteranos com altos salários pode ser revista no fim do ano.
Mas a exclusão das duas competições internacionais — que só aconteceu uma vez neste século, em 2023 — pode justificar ou mesmo obrigar a fazer cortes mais profundos no elenco. Até porque não faria muito sentido scontinuar no vermelho, sem objetivos maiores em 2026.
Sem margem de manobra em 2026
O problema é que a maioria destes jogadores mais experientes, como Lucas Moura, Oscar, Cédric Soares, Rafael Tolói e Wendell, tem contrato até o final de 2026 ou 2027 — segundo o site Transfermarkt. Poderia sobrar mesmo para Luiz Gustavo, que teve uma recuperação inspiradora depois de um grave problema de saúde, mas só tem contrato até o final de 2025.
Outra situação que pode se definir por questões de saúde é a permanência de Oscar, mas isso não depende da vontade do clube. Outros jogadores com contrato chegando ao fim, como Dinenno e Rigoni, também devem se despedir, principalmente com as voltas programadas de Calleri e André Silva.
Sem muita margem para manobra, o São Paulo pode ter que se desfazer de jogadores importantes com algum valor de mercado, como Marcos Antônio ou Pablo Maia, e/ou apelar novamente para a venda de jovens promessas, como Ryan Francisco e Rodriguinho, ficando com um elenco ainda mais envelhecido.
Torcida pelos rivais e incertezas
Com o “cobertor curto”, a melhor solução ainda é correr atrás da 8ª posição do Brasileirão e torcer para Cruzeiro ou Fluminense serem campeões da Copa do Brasil. Como alternativa, até o Corinthians pode ajudar o arquirrival a chegar na Sul-Americana.
Em qualquer competição, difícil mesmo é prever qual São Paulo entrará em campo no início de 2026.
