Filipe Luís na entrevista coletiva
Reprodução/FlamengoTV
Filipe Luís na entrevista coletiva

O técnico  Filipe Luís rebateu críticas sobre sua postura mais tranquila à beira do gramado. Questionado por sua serenidade na derrota por 2 a 1 para o  Fluminense na noite desta quarta-feira (19), no Maracanã, o ex-lateral-esquerdo disse que não pretende mudar o seu perfil para agradar a quem acha que essa é a maneira de se portar.

"Se gritar fora do campo ganhasse esse jogo, o Ancelotti não seria o treinador mais vitorioso da história da Champions League. Cada um tem uma forma de ser, eu tenho a minha. O dia que acharem que eu devo fazer um show para a torcida, não sou a pessoa indicada. Eu procuro estar sempre sereno e focado naquilo que eu posso intervir, que é melhorar, orquestrar a minha equipe da forma que eu sei fazer. Se isso incomoda os torcedores, tem que trazer outro", afirmou.

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O que mais disse Filipe Luís

Uso de jogadores da base

"Bom, primeiro que eu dei os minutos quando eu pude dar os minutos. Nós viemos jogando a nossa vida praticamente todos os jogos aqui, lutando pela liderança desde a primeira rodada do Brasileiro. E não tem tempo para revezar, não tem tempo para dar minutos."

"Então eu consegui dar minutos para os meninos um pouco mais na Copa, contra o Botafogo-PB. Depois contra o Atlético Mineiro até também alguns jogaram, no caso o Matheus Gonçalves que estava aqui. Mas é assim, a diferença entre os jogadores que estão é muito grande.

"Os Leos [Pereira e Ortiz], o Danilo, são jogadores de seleção brasileira. O nível deles é muito alto, é muito alto. Isso que é importante que vocês entendam."

"Quando a torcida pede os meninos da base, eu também quero colocar. Eu sempre falei, vai para o rendimento, e eu vejo a diferença de nível que existe desses homens que estão prontos, o Danilo já tem 33, 34, do que os meninos que estão começando, que vão errar, é normal. Mas chegamos nesse momento da temporada onde precisamos deles, e eu não tenho medo de colocar."

"Agora, claro, infelizmente [João Victor] não fez um bom jogo. Eu tenho confiança, eu já vi ele performar, eu já sei o nível que ele pode dar, mas realmente era um jogo muito, muito difícil. E pensei em várias outras opções, mas não existiam."

"Sinceramente, com os jogadores que estão agora disponíveis para esse jogo, era, na minha opinião, a melhor opção. Infelizmente ele teve um jogo abaixo. Ele, eu e todos tivemos um primeiro tempo muito abaixo, onde custou depois recuperar, entrar no jogo, e com isso a derrota."

As quatro dimensões

"Sem nenhuma dúvida, as quatro andam juntas. Os jogadores têm muita qualidade. Tecnicamente são jogadores importantes. Se você não está bem fisicamente, cai. Se você não está bem mentalmente, cai. Todas as fases são importantes, e no final, temos que tentar diminuir os erros. E ultimamente vemos errando muito, esses erros que estão dando gols aos adversários.

Falhas técnicas

"Posso te dizer que ânimo e atitude não foi. Isso eu tenho certeza absoluta. Atitude não foi. Os jogadores estavam correndo, estavam fazendo, executando tudo, tudo o que eu pedia na fase defensiva. Os jogadores estavam correndo, voltando para marcar. Existem várias situações onde conseguimos contra-atacar que voltam os dez atrás da linha da bola. Os dez, numa força absurda, os jogadores querem."

"Mas claro, quando você constrói e o adversário está ali fechado, destruindo e contra-atacando, dá a impressão que o adversário está querendo muito mais. É uma percepção à simples vista."

"Agora, que tecnicamente nós estivemos abaixo, sem nenhuma dúvida. Para jogar com bola, tem que estar fino. E não estivemos, cometemos muitos erros, não aproveitamos as vantagens, concedemos ao adversário o que ele mais queria, que era jogar no nosso erro."

E", como eu falei, a elite é o nível que se exige mais alto do que foi apresentado no primeiro tempo."

Samuel Lino x Cebolinha

"Primeiro, muito bom que o Cebolinha venha crescendo, porque nisso consiste. Quando um não está tão bem, entra outro para poder melhorar e potencializar. São os jogadores que melhoram a equipe quando entram."

"E, para isso, são os jogadores que ficam fora. E, no caso, o Lino vinha crescendo depois do jogo do Libertadores, ele já teve a oportunidade do Sport, ele vinha crescendo. É um jogador que temos todos muita confiança nele, vemos no dia a dia o quanto ele se esforça."

"E, infelizmente, fez um jogo abaixo contra o Sport, como toda a equipe. Então, estava na minha cabeça, sim, a dúvida entre os dois, mas sabendo que o Cebolinha vem crescendo e que vai potencializar a equipe na hora que entrar. E assim foi."

"Entrou bem, melhorou a equipe e, para isso, estão os que estão fora para poder ajudar."

Lesão de Pedro

"Sinceramente, não sei. Difícil. Difícil estar com o braço quebrado. Já sabíamos desde o começo que era muito difícil de que ele pudesse chegar. Mas até que não chegue na véspera e o Pedro não esteja no campo, eu sempre vou acreditar que os jogadores podem chegar para o jogo mais importante do ano."

"Como foi anunciado, uma lesão muscular, como já falei, difícil mesmo pelo braço, com a lesão mais ainda."

"Mas até que não esteja... Na véspera ele não esteja no campo, eu acredito que ele possa estar."

Resultados recentes

"Tem de tudo. Quando as vantagens... O time, taticamente, no campo, eu vejo muito... Claro, não sempre, mas a maioria das vezes muito bem postado. As vantagens estão aí. Muitas vezes não se aproveitam essas vantagens, por inúmeras razões."

"Mas, perdemos contra o Fluminense hoje. Sport, quando o São Paulo estávamos vencendo até a expulsão. Sport também.

"Eu vejo o time chegando de um... Ah, e o Santos também em casa. Claro que tem ajustes táticos para fazer, onde eu faço toda semana, faço análise."

"Mas eu vejo, por exemplo, muitos... Os erros técnicos levam a equipe a não aproveitar essas vantagens que estamos gerando muitas vezes com a parte tática."

Substituições no primeiro tempo

"No planejamento, a análise do planejamento se faz quando acabar o ano. Foi... Tivemos aí muito tempo para preparar toda essa temporada, e no final a gente vai ver se foi bem planejado ou não. Sobre as trocas no primeiro tempo, passou pela minha cabeça. Realmente, optei por não fazer. Optei por seguir assim.

Falta de opções

"Só estou pensando aqui. Não tem ninguém. Varela, na seleção. Léo Ortiz, machucado. Danilo jogou ontem. Jogou ontem. 45 minutos. Viña e Alex Sandro na seleção. Simples."

Saída de Luiz Araújo

"Eu entendia que o Luiz também estava um pouco abaixo no primeiro tempo, na questão de girar jogo. E não estávamos aproveitando as vantagens que tínhamos em certos momentos na direita. E optei por colocar o Carrascal nessa posição porque ele tem uma leitura entre linhas também muito apurada."

"E optei por mudar um pouco a estrutura, fazer o Saúl ganhar altura, fazer ele poder também chegar na área. E, com isso, a equipe melhorou, a equipe conseguiu chegar com mais facilidade na área do Fluminense, conseguiu gerar volume. Mas é verdade que tem uma equipe que se sacrifica, que luta, que vinha há muito tempo sem tomar gols aqui."

"E é difícil, é difícil entrar. Nosso time gerou volume, poucas ocasiões. E, principalmente isso, tentar aproveitar também o cabeceio do Juninho, que tem um bom cabeceio."

"Porque eu imaginava, pela forma que o Fluminense defende, que iríamos chegar mais por fora."

Plano de jogo

"Nada me pegou de surpresa, é o jeito que eles jogam. Eles vêm jogando assim, não mudou a única coisa que eles optaram por realmente não pressionar em nenhum momento. E baixaram o bloco, ficaram compatos, ficaram um bloco baixo."

"E tentaram aproveitar os erros, os contra-ataques. As vantagens é que a gente chegava com certa, até facilidade quando tinha troca de passe. Na área deles, depois de superar, não é simples."

"E aí é onde o jogador precisa estar criativo, inspirado, fresco. E não estava. E depois com a bola no pé, é um time com qualidade."

"Em nenhum momento me surpreendeu, porque é um time que eu sei que tem muita qualidade. Já tinha com o Renato Gaúcho, já tinha com o Mano no começo do ano. Quando estava o Arias aqui ainda, é um time que sabe jogar, que sempre tentou jogar."

"E é um time, claro, que vai te criar problemas. Os problemas que eles criaram, quase todos, realmente foram dados pela nossa equipe. E isso, cada vez mais, parece, com razão, que a superioridade deles foi grande. E foi. Dentro do plano de jogo deles, funcionou muito melhor que o meu."

Escolha por João Victor e não Iago

"Os dois jogaram juntos, o João vem treinando comigo desde o começo do ano. Os dois foram para o Mundial Sub-20 juntos, são jogadores de seleção brasileira. E o Iago ainda não jogou no Barcelona."

"E o João já tem uma certa rodagem, já tem alguns jogos. Foi o João, hoje, que fez um jogo ruim. Poderia ter sido o Iago, poderia ter sido outro."

"E sempre pós-jogo, você analisa e você fala, por que você colocou esse? Mas antes do jogo, o treinador tem que escolher em base do que acredita que vai acontecer. Eu não sei o que vai acontecer no campo, não sei se o jogador vai jogar bem ou vai jogar mal."

"Eu espero que ele apresente a melhor versão. Depois do jogo, fica tudo mais simples. Por que eu não fiz isso?"

"Eu não sou assim, eu tomo as decisões, sou convicto nelas, e depois de eu errar, eu assumo a minha responsabilidade. Obrigado."


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