Yaremchuk mostra símbolo do exército ucraniano após marcar gol na Champions League
Reprodução / Twitter
Yaremchuk mostra símbolo do exército ucraniano após marcar gol na Champions League

O empate em 2 a 2 entre Benfica e Ajax, em Lisboa, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, ficou marcado não só pela disputa eletrizante mas também pela ingrediente político. Autor do gol de empate do time português, o ucraniano Roman Yaremchuk exibiu uma camisa com o símbolo do exército de seu país durante a comemoração. O gesto foi um posicionamento em meio à tensão envolvendo sua terra natal e a Rússia.

Veja abaixo galeria de fotos de Yaremchuk:


Yaremchuk retirou a camisa do Benfica e se deixou filmar com a que vestia por baixo. Em seguida, seus companheiros de time até tentaram abraçá-lo para esconder o gesto. Mas já era tarde. Manifestações políticas são proibidas pela Uefa, organizadora do torneio. A entidade ainda não se posicionou, mas já há uma expectativa de que ela se manifeste com algum tipo de sanção.

A Liga dos Campeões já vem sendo afetada pela crise entre Rússia e Ucrânia. A Uefa estuda um plano de contingência que envolve a troca de sede da final desta temporada, marcada para acontecer na cidade russa de São Petersburgo, no dia 28 de maio.

A ordem do presidente Vladimir Putin de deslocar tropas para as fronteiras da Ucrânia tem preocupado dirigentes do futebol europeu, que monitoram a situação. A necessidade de uma rápida tomada de decisão está no radar.

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Vale lembrar que nas últimas duas temporadas o palco das finais foi alterado devido à pandemia de Covid-19. As decisões de 2020 e de 2021, que ocorreriam em São Petersburgo e Istambul (Turquia), respectivamente, foram jogadas em Lisboa e Porto, ambas em Portugal.

Uma mudança de local motivada pelo conflito poderia ser um gatilho de crise entre a Uefa e um de seus principais patrocinadores, a Gazprom. A companhia de gás russa estampa sua marca nos materias de divulgação da competição e também dá nome ao Krestovsky, chamado comercialmente de Gazprom Arena.

No Reino Unido, já há pressão para que a entidade retire à decisão de São Petersburgo. Na última terça, o primeiro-ministro Boris Johnson defendeu à Câmara dos Comuns que “não há chance de realizar torneios de futebol em uma Rússia que invade países soberanos”. Já ao jornal "Financial Times", o deputado trabalhista Chris Bryant, membro do comit~e de relações exteriores, afirmou que a Uefa deveria cortar laços com a patrocinadora.

Já o jornal alemão "Bild" tomou uma decisão polêmica. O periódico anunciou que não publicar mais a logomarca da Gazprom, patrocinadora do Schalk 04, um dos clubes mais tradicionais do país germânico. Em cima da imagem, a partir de agora aparecerá uma tarja com os dizeres "Liberdade para a Ucrânia".

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