Messi
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Apoiado por ninguém menos que Lionel Messi, o Corinthians vai acolher mais uma vez o projeto #Juntos, campanha apoiada pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) voltada para o incentivo a doações de órgãos no Brasil.

Em prol da conscientização, será lançada nas redes sociais do clube paulista a seguinte frase: 'Uma Arena inteira esperando pelo seu sim'.

Em entrevista ao L!, Bruno Saike, músico responsável pela elaboração do projeto, explica detalhes da campanha, que visa diminuir a lista que supera 40 mil pessoas à espera de um transplante. Veja galeria de Messi abaixo.

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Conte mais sobre o projeto. Como foi criado e por quê?

- Certas coisas acontecem na vida da gente sem explicações. Esse projeto nasceu quando eu assisti um documentário sobre o tema da doação de órgãos e algo me apontou sobre a necessidade de fazer alguma coisa para somar a essa importante questão.

Como se expandiu até chegar em personalidades, entre elas, Lionel Messi?

- Em 2015, tive a iniciativa de buscar celebridades para, que através de um simples gesto buscassem conscientizar o maior número de pessoas para a causa. Dentre essas personalidades, surgiu o contato com o pai do Messi , Jorge, responsável pelas ações do jogador, que em um curto espaço de tempo me telefonou dando o 'ok' quanto à participação dele. Messi enviou não uma, mas duas selfies relativas à doação de órgãos. Foi muito gratificante essa atitude dele!

Porque escolheram o Corinthians como propagador da campanha?

- O Corinthians tem sua fortíssima ligação com o povo. Desde os primeiros contatos com a área de Responsabilidade Social do Clube, ainda em 2018, tive uma receptividade surpreendente com a adesão do Departamento de Futebol. Eles se colocaram à disposição para estarem presente naquilo que pudessem somar ao projeto. Já foram 4 ações que representam muito. Essa parceria só tende a se estender.

Outros clubes estão no radar para apoiarem a campanha?

- Até o momento, o foco tem sido o Corinthians, o que não impede de recebermos novas parcerias de outros clubes. A intenção principal é conscientizar os brasileiros quanto a importância desse ato mais que humanitário, independente da rivalidades dentro das quatro linhas.

Em relação ao cenário desesperador apresentado na pandemia, como anda a doação de órgãos no Brasil? Há algum dado sobre a efetividade da campanha?

- A pandemia representou uma diminuição nas doações. Houve uma queda de 26%, segundo dados do registro brasileiro de transplantes fornecido pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), outra grande parceira da ação #JUNTOS. Mas as coisas estão voltando à normalidade, mesmo que de forma gradual, o que dá um certo alento para os receptores que aguardam sua oportunidade para seguirem suas vidas. Nenhum de nós está isento de um dia necessitar uma doação. As famílias precisam entender essa necessidade. Depende delas a autorização para que ocorra o transplante. Encarar esse ato como um verdadeiro gesto de solidariedade à vida é o primeiro grande passo para que essa fila diminua.

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