Barça, Real e Juve podem ser punidos por criação da Superliga
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Barça, Real e Juve podem ser punidos por criação da Superliga

Em comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira, Juventus , Real Madrid e Barcelona manifestaram desagrado em relação ao processo disciplinar aberto pela Uefa nesta semana, relativo à naufragada Superliga Europeia . Os três clubes foram os únicos a não deixar o projeto da competição, segundo investigação da entidade.


"Gostaríamos de expressar a rejeição absoluta à insistente coerção que a Uefa mantém sobre as três instituições mais relevantes da história do futebol", diz o início do comunicado. Os clubes afirmam que o processo disciplinar — que pode até levá-los à exclusão de competições — é uma "brecha" às decisões da Justiça, que já teriam avisado à Uefa para não penalizar os clubes durante o processo legal.

Vale lembrar que os presidentes da Juvenus, Andrea Agnelli, e do Real Madrid, Florentino Pérez, eram alguns dos dirigentes que chefiavam a criação da competição, anunciada no dia 18 de abril. Dias após o anúncio, as conversas entre os participantes começaram a desandar e pouco a pouco, os clubes fundadores deixaram a competição. No dia 7, a Uefa anunciou que Arsenal, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Liverpool, Milan, Atlético de Madrid e Inter de Milão já haviam se retirado do projeto. Restaram apenas os três que se manifestaram na carta.

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As agremiações afirmam que o processo disciplinar vai contra "as leis criadas democraticamente pelos cidadãos da União Europeia" e defendem a Superliga como uma iniciativa de "promover o interesse no esporte e dar o melhor show aos torcedores" em meio à precária situação financeira de clubes da Europa, como alegam.

"Em vez de explorar meios de modernizar o futebol pelo diálogo aberto, a Uefa quer que retiremos as ações judiciais que questionam seu monopólia no futebol europeu. Barcelona, Juventus e Real Madrid, todos com mais de um século de existência, não aceitarão qualquer forma de coerção ou pressão intolerável", encerram as agremiações, pedindo respeito e diálogolo. "Ou reformamos o futebol, ou assistiremos sua inevitável queda", diz a última frase do comunicado.

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