Jean Beattie
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Jennifer Patricia Beattie , futebolista escocesa que joga no Arsenal e na seleção do seu país, emocionou a Inglaterra ao revelar em entrevista, no último sábado, que está com câncer de mama. 

A meia foi diagnosticada com a doença em outubro e fez uma cirurgia para remover o caroço. Felizmente, o câncer não se espalhou, o que significa que ela não teve que passar por rodadas de quimioterapia. No meio da última semana, inclusive, jogou pelos Gunners na vitória de 3 a 0 sobre o Birmingham, porém, agora terá que dar um tempo no esporte para começar a radioterapia.

Em meio a essa luta contra a doença, suas companheiros da equipe e também as adversárias do Manchester City usaram uma camisa escrita 'Beattie' nas costas, durante o aquecimento antes do clássico entre os dois times ingleses.  


O Arsenal agradeceu o apoio e mandou uma mensagem de apoio a jogadora. "Os jogadores de ambas as equipes usarão Beattie nas costas de suas camisas durante o aquecimento de hoje. Estamos muito orgulhosos de você, @ JBeattie91 - e estamos orgulhosos de compartilhar sua mensagem. A detecção precoce salva vidas", afirmou.

Em entrevista, a jogadora falou sobre a doença e o que pretende fazer daqui para frente em relação a doença. Uma das suas intenções é aumentar a conscientização de jovens que sofrem de câncer de mama em uma tentativa de encorajar as mulheres a fazerem o exame.

“Eu preciso normalizar a conversa e dizer as palavras, tumor e câncer, e falar com as pessoas porque era tão estranho para mim que nunca pensei que algo assim fosse acontecer. Sei que as pessoas talvez tenham medo de ir para o hospital e de serem examinadas por causa da Covid, mas ainda há maneiras de fazer isso", afirmou.

Ela também falou de como foi descobrir a doença. "Parece um borrão enorme. Você automaticamente pensa o pior. Eu fiz a pergunta: 'Eu vou morrer?' foi o que perguntei aos médicos", afirma ela, que agradeceu a presença do médico do clube. "Fiquei grato porque eles permitiram que o médico do Arsenal fosse comigo para fazer todas as perguntas médicas certas, porque eu não tinha a menor ideia".

Por fim, agradeceu o apoio das suas companheiras de equipe. “As meninas aqui são simplesmente inacreditáveis. Em momentos como esses você percebe porque pratica esportes. É realmente como fazer parte de uma família. Não sei o que teria feito sem elas. Todos elas têm sido incríveis. O apoio que tive aqui me ajudou a superar isso, com certeza", concluiu.

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