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Preso desde 2015 em Nova York, ex-presidente da CBF é acusado de receber subornos relacionados à venda de direitos de transmissão de competições

Mais de dois anos depois de procuradores dos Estados Unidos terem revelado um caso de corrupção abrangente que abalou a Fifa , três ex-dirigentes da entidade máxima do futebol mundial, entre eles, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol , foram a julgamento em um tribunal de Nova York nesta segunda-feira devido a acusações de corrupção. A informação é da agência Reuters .

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José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros mandatários do mundo do futebol, estão sendo julgados pela Justiça dos EUA após mais de dois anos presos
Divulgação
José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros mandatários do mundo do futebol, estão sendo julgados pela Justiça dos EUA após mais de dois anos presos

A seleção de jurados ocorreu diante da juíza Pamela Chen. Os réus, além de Marin , são: Manuel Burga, ex-presidente da Federação de Futebol do Peru; e Juan Ángel Napout, ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Federação de Futebol do Paraguai.

Os procuradores norte-americanos acusaram os três de receberem subornos e propinas relacionados à venda de direitos de transmissão e marketing da Copa América e da Copa Libertadores da América, competições internacionais organizadas pela Conmebol.

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Corrupção generalizada

O julgamento é parte de um inquérito criminal amplo, no qual os procuradores acusaram 42 pessoas e entidades. Os procuradores descreveram uma cultura de corrupção generalizada na concessão de direitos de transmissão e marketing de jogos de futebol em todo o mundo. Burga, Marin e Napout são os primeiros acusados a serem levados aos tribunais.

Vinte e quatro pessoas se declararam culpadas, a maioria desde que a investigação foi anunciada em maio de 2015, mas as primeiras confissões aconteceram em 2013. As acusações contra o dirigente de futebol norte-americano Charles Blazer foram anuladas após sua morte, ocorrida em julho.

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"Depois de esperar dois anos, o senhor Napout anseia por seu dia no tribunal", disse sua advogada, Silvia Pinera-Vazquez, na sexta-feira. Já Charles Stillman, advogado de Marin, e Bruce Udolf, advogado de Burga, disseram que seus clientes não quiseram fazer comentarários.

Entre os réus que já admitiram sua culpa no caso estão Jeffrey Webb, um ex-vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, e José Hawilla, acusado de pagar propinas para garantir contratos para sua empresa de marketing esportivo, Traffic Group. Marin, Burga e Napout se declaram inocentes.

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