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Após ficar fora até da repescagem para a Copa do Mundo de 2018, o elenco chileno rachou e críticas feitas pela esposa do arqueiro agravaram a situação

A crise na seleção do Chile, que terminou as Eliminatórias da América do Sul em sexto lugar e não irá para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, parece não estar próxima do fim. De acordo com o jornal La Tercera , os atletas mais influentes da seleção chilena, que são: o volante Arturo Vidal, os zagueiros Gary Medel e Gonzalo Jara e o atacante Jean Beausejour, criaram um grupo no WhatsApp e não incluíram o goleiro Claudio Bravo .

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Claudio Bravo disputa bola com Neymar durante o duelo entre Brasil e Chile
Pedro Martins / MoWA Press
Claudio Bravo disputa bola com Neymar durante o duelo entre Brasil e Chile

Pior do que isso, é que o nome do grupo faz referência ao arqueiro do Manchester City e da seleção do Chile : "La Roja sin sapos", traduzido para português como "La Roja sem dedos-duros". A confusão com Bravo ocorreu após a derrota para o Brasil, por 3 a 0, quando a esposa do goleiro, Carla Pardo, fez duras críticas ao elenco chileno, afirmando que muitos atletas iam treinar embriagados.

"Sei que enquanto tinham aqueles que lutaram até o fim, outros iam para festas e inclusive não conseguiam treinar de tão bêbados que estavam. Para quem a carapuça servir, que coloque e que deixe de chorar, porque hoje quem chora é um país inteiro", disparou Carla, à época, em seu Instagram.

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A partir de então o elenco rachou e um jogador que preferiu não se identificar, em entrevista ao jornal El Mercurio , chamou Bravo de "traidor" por ter falado sobre coisas de vestiário para sua esposa, e respondeu com outras acusações.

“Ele (Bravo) não era um santo e sua família sai dando cátedras de ética, o que não é aceitável. As coisas internas são internas, o resto é traição”, disse. 

Missão do treinador

O jornal La Tercera diz ainda que o próximo técnico que assumir a La Roja encontrará um elenco dividido e terá muito trabalho extra-campo para fazer.

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"Este barril de pólvora em que se converteu o vestiário de La Roja será sem dúvida um dos primeiros problemas que terá que ser confrontado pelo novo técnico da seleção. É uma situação complexa e que irá requerer muito jogo de cintura para recuperar a confiança dos jogadores neles mesmos e nos companheiros", concluiu o periódico do Chile.

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