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Além do brasileiro, outros ex-dirigentes da Fifa detidos em 2015 também serão julgados, como o ex-mandatário da Conmebol, Juan Ángel Napout

Após dois anos e meio das prisões que mancharam o mundo futebolístico, cartolas do futebol serão julgados nesta semana nos Estados Unidos por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Entre eles está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol ( CBF ), José Maria Marin, que teve seu julgamento marcado para o dia 6 de novembro e está detido em Nova York em um apartamento de luxo.

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José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros mandatários do mundo do futebol, serão julgados pela Justiça dos EUA após mais de dois anos presos
Divulgação
José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros mandatários do mundo do futebol, serão julgados pela Justiça dos EUA após mais de dois anos presos

No mesmo dia do julgamento de Marin , ocorrerá a audiência do ex-presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, e do ex-presidente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Manuel Burga, que, como José Maria, cumprem prisão domiciliar desde 2015. Eles são acusados de solicitar propinas em contratos de direitos de transmissão da Copa América, Copa do Brasil e Copa Libertadores da América.

De acordo com fontes envolvidas no processo, as datas dos julgamentos podem sofrer alterações caso apareça nos próximos dias novas provas ou se os acusados negociarem um acordo de cooperação. Além do ex-mandatário de 85 anos, outros dois cartolas brasileiros foram indiciados: Ricardo Teixeira , também ex-presidente da CBF, e o atual líder da entidade, Marco Polo del Ner o, que também já comandou a Federação Paulista de Futebol (FPF).

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O caso

A investigação conjunta da Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI) e a Polícia Suíça indiciaram 42 entidades e dirigentes do futebol em maio de 2015. O serviço de inteligência norte-americano acredita que os esquemas dos cartolas movimentaram cerca de 200 milhões de dólares (aproximadamente R$ 632 milhões, na cotação atual) nos últimos 20 anos.

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Os cartolas da Concacaf, entidade que rege o futebol das Américas do Norte e Central, foram os mais atingidos pelas investigações. Os ex-presidente da organização, Jeffrey Webb, e seu sucessor, Alfredo Hawit, estão entre os indiciados. Além deles, o ex-chefe da Federação de Futebol da Guatemala Brayan Jiménez, e de Honduras, Rafael Callejas, também vão ser julgados, juntamente com Marin.

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