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Ex-jogador se sentiu lesado por famosa marca italiana: "Aguardo com expectativa a decisão dos juízes italianos", afirmou o argentino

O ex-jogador argentino Diego Maradona acusou nesta quarta-feira a famosa grife italiana Dolce & Gabbana de ter usado seu nome sem a devida autorização durante os desfiles em comemoração aos 30 anos da marca ocorrido em julho de 2016, na cidade onde o ex-camisa 10 é ídolo.

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Durante a festa realizada em Nápoles, onde fica o Napoli, houve um desfile noturno na rua de San Gregorio Armeno, que, inclusive, foi assistido pela atriz Sophia Loren, para homenagear a cultura da cidade. Na ocasião, uma modelo usou uma camisa azul, número 10 com o nome de Maradona impresso.

Diego Maradona denunciou grife italiana por uso indevido de seu nome
Ansa
Diego Maradona denunciou grife italiana por uso indevido de seu nome

A iniciativa foi vista pelo argentino como uma exploração de sua imagem. "Por conservar e considerar o nosso trabalho, eu fui forçado a proteger meus interesses violados por uma política de marketing especulativo da parte dos estilistas. Aguardo com expectativa a decisão dos juízes italianos", diz o argentino em nota.

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Segundo o texto, os estilistas italianos usaram "apenas para fins comerciais a camisa mítica com a qual Diego alcançou os grandes objetivos esportivos em Nápoles". Desta forma, "Maradona decidiu agir sobre o princípio e o senso de justiça".

Cidadania

No último dia 5 de julho, o ex-craque recebeu a cidadania honorária do município de Nápoles por ser ídolo por causa de sua vitoriosa passagem pelo Napoli. Maradona liderou o clube nas campanhas de seus dois únicos títulos no Campeonato Italiano, em 1986/88 e 1989/90.

A homenagem se deu após o ex-craque se envolver em polêmicas. Foi aí que o prefeito da capital da Campânia, Luigi de Magistris, decidiu conceder o título à Maradona na sede do governo municipal. Seu objetivo foi dissociar a homenagem institucional do show realizado logo em seguida na praça do Plebiscito, onde inicialmente ocorreria a entrega da cidadania.

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Antes da homenagem, diversas faixas surgiram pelas ruas de Nápoles, inclusive em frente ao estádio San Paolo, acusando o prefeito de usar o evento para buscar "dinheiro e publicidade". Além disso, a imprensa local divulgou que Maradona receberia 200 mil euros para ir à praça do Plebiscito, dinheiro que seria bancado por patrocinadores e emissoras de TV. O ex-jogador negou.

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