Vinicius Júnior
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Vinicius Júnior

O Ministério Público espanhol tomou uma decisão no mínimo polêmica, após ser apresentada uma queixa de racismo contra o Vinicius Junior, que teria ocorrido antes de um derby entre Real Madrid e Atlético de Madrid, em 21 de setembro.

Na ocasião, o atacante, que está com a seleção brasileira na Copa do Mundo, foi chamado de "macaco" por torcedores rivais.

Apesar de qualificar as falas contra o brasileiro de "desagradáveis" e "desrespeitosas", a promotoria argumentou que tudo ocorreu em um contexto de "rivalidade máxima" e que os insultos duraram apenas "alguns segundos", assim, não constituem um crime.

Segundo o promotor não existe um ato específico para imputar uma pessoa específica e, uma vez que os insultos de natureza racista fossem contextualizados, "eles não integrariam um crime contra a dignidade" de Vinicius Júnior. Ele também acrescenta que as músicas ocorreram somente duas vezes.

Diante disso, ele decidiu arquivar a denúncia apresentada por Esteban Ibarra, presidente do Movimento contra a Intolerância, que se revoltou.

"Quem mata passa duas horas esfaqueando? Ou dois minutos? Isso é incrível", disse ao El País.

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