Bobadilla e Isidro Pitta
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Bobadilla e Isidro Pitta

Red Bull Bragantino e São Paulo se enfrentam neste sábado (21), no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pelas quartas de final do Paulistão 2026. Em jogo único, o confronto define quem avança para a semifinal da competição.

O Bragantino chega forte ao mata-mata como único time invicto do torneio até aqui, após igualar resultados por três vezes e vencer o Novorizontino por 3 a 0 na última rodada da fase de grupos. O Massa Bruta assegurou antecipadamente a vaga nas quartas mesmo com duas igualdades e um total de quatro partidas sem derrota no Paulistão 2026.

Do outro lado, o São Paulo se classificou na reta final da fase de grupos, garantindo lugar entre os oito melhores. O Tricolor terminou na 1ª fase em 3º lugar no Grupo C, com 13 pontos, somando quatro vitórias, um empate e três derrotas em oito jogos, e agora busca impor seu ritmo em um confronto direto por vaga na semifinal estadual.

Em confronto único, o vencedor avança às semifinais. Em caso de empate no tempo regulamentar, a vaga será definida nos pênaltis.

Escalações

Red Bull Bragantino

Cleiton; Andrés Hurtado, Gustavo Marques, Alix Vinícius e Juninho Capixaba; Gabriel e Matheus Fernandes; Gustavinho; Lucas Barbosa, Henry Mosquera e Isidro Pitta.

Técnico: Vagner Mancini.

São Paulo

Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco, Sabino e Enzo Díaz; Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho; Lucas Moura, Luciano e Calleri.

Técnico: Hernán Crespo.

Arbitragem

A arbitragem fica para Daiane Muniz, auxiliada por Danilo Ricardo Simon Manis e Leandro Matos Feitosa. O árbitro de vídeo (VAR) será Adriano de Assis Miranda.

O Jogo

A bola começou a rolar em Bragança Paulista com o São Paulo dando o pontapé inicial, mas quem tentou a primeira investida foi o time da casa. Logo no primeiro minuto, Isidro Pitta buscou o cruzamento pelo lado do campo, mas a defesa tricolor afastou sem maiores problemas.

Pouco depois, o Red Bull Bragantino voltou a assustar. Juninho Capixaba encontrou Lucas Barbosa dentro da área e o atacante tocou na saída de Rafael, tentando tirar do goleiro. A finalização passou com perigo e saiu pela linha de fundo, arrancando a primeira reação da torcida no estádio.

A resposta do São Paulo veio na sequência, mas sem sucesso. Calleri tentou acelerar a transição ofensiva e acionar um companheiro no campo de ataque, porém errou o passe e acabou interrompendo a jogada antes que ela ganhasse profundidade.

O Bragantino manteve a pressão e voltou a levar perigo aos cinco minutos. Lucas Barbosa acionou Andrés Hurtado pelo lado direito, e o lateral finalizou com força, obrigando Rafael a fazer grande defesa e evitar a abertura do placar logo no início da partida.

A equipe da casa seguiu dificultando a saída de bola do São Paulo e adiantou suas linhas, forçando o erro na construção tricolor. A pressão resultou em lateral no campo de ataque, mantendo o Bragantino instalado no setor ofensivo nos primeiros minutos.

O Tricolor conseguiu escapar logo depois com boa combinação pelo lado direito. Lucas Ramon tabelou com Luciano e avançou até a intermediária, mas a defesa do Massa Bruta conseguiu bloquear a sequência da jogada. A bola saiu pela linha de fundo, e o São Paulo ganhou novo escanteio para tentar equilibrar as ações.

Aos 17 minutos, Calleri brigou pela bola no campo de ataque, conseguiu ganhar da marcação, mas acabou escorregando no momento da conclusão da jogada. A arbitragem assinalou tiro de meta para o Bragantino.

Na sequência, o jogo ficou mais físico no meio-campo. Bobadilla chegou de carrinho em Gabriel e recebeu cartão amarelo, tornando-se o primeiro jogador advertido pelo lado do São Paulo na partida.

O São Paulo tentou levar perigo na bola parada aos 20 minutos, mas, após cobrança de escanteio, a defesa do Bragantino conseguiu afastar e evitar qualquer finalização dentro da área.

Na sequência, o árbitro interrompeu a partida para a pausa de hidratação. Com o jogo equilibrado e disputado em alta intensidade nos primeiros minutos, as duas equipes aproveitaram a parada técnica para ajustar posicionamentos e orientações à beira do campo.

O São Paulo voltou a chegar com perigo aos 24 minutos. Lucas Ramon avançou pela direita, invadiu a área e caiu após contato com a marcação. Os jogadores tricolores pediram pênalti imediatamente, pressionando a arbitragem.

A juíza, no entanto, mandou o jogo seguir e não assinalou a infração, mantendo a partida em andamento sob reclamação dos atletas do São Paulo.

Depois do lance polêmico na área, o ritmo da partida diminuiu. Apesar do início movimentado, as duas equipes passaram a errar mais no último passe, o que reduziu o número de finalizações claras. Mesmo com o jogo disputado e de muita intensidade física, os goleiros pouco trabalharam em intervenções difíceis até aqui. 

O lance mais perigoso da partida aconteceu aos 33 minutos. Isidro Pitta recebeu pelo lado do ataque e rolou para Gustavinho, que ajeitou para a finalização e acertou a trave de Rafael. A bola explodiu no poste e saiu, na melhor oportunidade do jogo até aqui.

A jogada levantou a torcida em Bragança Paulista e recolocou o Bragantino em evidência após período de menor intensidade ofensiva.

A partida voltou a esquentar aos 36 minutos após um desentendimento entre Enzo Díaz e Lucas Barbosa pelo lado do campo. Os dois jogadores trocaram empurrões e a arbitragem precisou intervir para evitar que a situação se agravasse.

Após a confusão, ambos foram advertidos com cartão amarelo, mantendo o controle disciplinar do confronto ainda no primeiro tempo.

O São Paulo abriu o placar aos 39 minutos do primeiro tempo. Após cruzamento de Lucas Ramon para a área, a bola ficou viva e sobrou para Bobadilla, que apareceu livre e finalizou com precisão para estufar a rede e colocar o Tricolor em vantagem.

O gol saiu no momento em que a partida estava mais equilibrada e premiou a equipe visitante pela eficiência no lance isolado, após poucas chances claras criadas até então.

Nos acréscimos da primeira etapa, o Bragantino voltou a pressionar em busca do empate. O lateral do Massa Bruta se recuperou pelo lado do campo e cruzou na área, mas Sabino apareceu bem posicionado para afastar o perigo e mandar para escanteio.

Na cobrança ensaiada, Isidro Pitta teve a oportunidade de finalizar, mas não acertou o alvo, e a bola saiu em tiro de meta para o São Paulo. Pouco depois, aos 50 minutos, a arbitragem encerrou o primeiro tempo com o Tricolor em vantagem por 1 a 0 em Bragança Paulista.

A segunda etapa começou com o Bragantino tentando tomar a iniciativa. Logo no primeiro minuto, Lucas Barbosa disputou bola no campo de ataque e conseguiu o escanteio, pressionando o sistema defensivo tricolor desde o reinício.

Na cobrança, a defesa do São Paulo afastou com Lucas, mas o Massa Bruta seguiu rondando a área. Gustavo Marques ainda tentou um lançamento mais longo para Gustavinho, sem sucesso, antes de o Tricolor responder com Lucas, que recebeu na intermediária e arriscou o passe em profundidade. A bola atravessou a área sem desvio e saiu em tiro de meta.

O Bragantino voltou a levar perigo aos quatro minutos do segundo tempo. Gustavinho recebeu na entrada da área, ajeitou o corpo e finalizou com força, obrigando Rafael a fazer defesa segura para manter o São Paulo em vantagem.

A jogada reforçou o início mais agressivo do time da casa na etapa final, mantendo o Tricolor atento no setor defensivo diante da pressão do Massa Bruta.

O São Paulo ampliou a vantagem logo aos seis minutos da etapa final. Após falta frontal na entrada da área, o Tricolor apostou em jogada ensaiada: Danielzinho levantou na medida para Luciano, que escorou para Lucas Moura. Livre na pequena área, o camisa 7 empurrou para o fundo das redes e marcou o segundo.

O lance ainda passou por checagem do VAR, que analisou as posições de Luciano e Lucas na construção da jogada. Após a revisão, a arbitragem confirmou o gol aos nove minutos, validando o 2 a 0 para o time visitante em Bragança Paulista.

Em resposta imediata ao segundo gol sofrido, o técnico Vagner Mancini promoveu duas mudanças aos 10 minutos do segundo tempo. Herrera entrou no lugar de Matheus Fernandes, enquanto Eduardo Sasha substituiu Henry Mosquera, deixando o Bragantino mais ofensivo na tentativa de reagir rapidamente ao placar adverso.

As alterações indicaram uma postura mais agressiva do Massa Bruta, com a equipe adiantando as linhas e buscando presença maior no campo de ataque para pressionar o São Paulo na reta inicial da etapa final.

Aos 17 minutos, Alan Franco foi advertido com cartão amarelo após cometer falta em Isidro Pitta, interrompendo tentativa de avanço do atacante do Bragantino. A infração gerou oportunidade na bola parada para a equipe da casa.

Na cobrança, Gustavinho arriscou direto para o gol, mas exagerou na força e isolou a finalização, desperdiçando a chance de diminuir o placar em Bragança Paulista.

Aos 18 minutos, o São Paulo também mexeu na equipe para manter o ritmo no meio-campo. Pablo Maia entrou na vaga de Danielzinho, reforçando a marcação e a saída de bola na etapa final.

Do lado do Bragantino, Ignacio Sosa substituiu Gabriel na mesma altura do segundo tempo, em mais uma tentativa de Vagner Mancini de reorganizar o setor central e aumentar a intensidade na busca por uma reação no placar.

O Bragantino voltou a assustar aos 24 minutos da etapa final. Após cruzamento para a área, Juninho Capixaba subiu bem e cabeceou firme, obrigando Rafael a fazer grande defesa em cima da linha para evitar o gol que diminuiria a vantagem tricolor. Foi a melhor chance do Massa Bruta no segundo tempo até aqui.

Na sequência do lance, o goleiro do São Paulo permaneceu caído e recebeu atendimento médico dentro de campo, após o esforço na defesa decisiva.

A pressão do Bragantino surtiu efeito aos 27 minutos. Em cobrança de escanteio precisa de Gustavinho, Gustavo Marques subiu bem no meio da área e cabeceou no chão, sem chances para Rafael. A bola morreu no fundo da rede, diminuindo o placar para o time da casa.

O gol recolocou o Massa Bruta no jogo e aumentou a tensão na reta final da partida, com o Bragantino ganhando confiança e passando a acreditar no empate em Bragança Paulista.

Após o gol sofrido, o São Paulo respondeu com mudanças imediatas aos 28 minutos do segundo tempo. Tapia entrou na vaga de Lucas Moura, enquanto Ferraresi substituiu Luciano, reforçando o sistema defensivo e ajustando a equipe para a reta final da partida.

As alterações indicaram uma postura mais cautelosa do Tricolor, que passou a priorizar a recomposição defensiva diante do crescimento do Bragantino após diminuir o placar.

Na reta final, o Bragantino voltou a mexer na equipe em busca de mais fôlego ofensivo. Aos 36 minutos, Vinicinho entrou no lugar de Andrés Hurtado, deixando o time ainda mais avançado na tentativa de pressionar o São Paulo nos minutos decisivos.

Com a alteração, o Massa Bruta passou a ocupar mais o campo de ataque, enquanto o Tricolor se fechava para sustentar a vantagem no placar.

Já nos minutos finais, o São Paulo também promoveu alteração para reforçar o meio-campo. Aos 39 minutos do segundo tempo, Cauly entrou na vaga de Marcos Antônio, buscando dar mais controle à posse de bola e segurar o ímpeto ofensivo do Bragantino.

A mudança sinalizou a intenção do Tricolor de administrar a vantagem na reta decisiva da partida, tentando esfriar o jogo e reduzir os espaços para o adversário nos acréscimos.

O clima seguiu tenso na reta final. Aos 42 minutos, Ignacio Sosa foi advertido com cartão amarelo após cometer falta em Calleri no meio-campo, interrompendo tentativa de contra-ataque do São Paulo.

A infração ajudou o Tricolor a ganhar tempo e reorganizar a equipe nos minutos derradeiros, enquanto o Bragantino tentava pressionar em busca do empate.

A arbitragem sinalizou oito minutos de acréscimos no segundo tempo. Com isso, a partida seguirá até os 53 minutos, ampliando o tempo para o Bragantino tentar a pressão final e para o São Paulo administrar a vantagem na reta decisiva do confronto.

A reta final ganhou contornos dramáticos aos 46 minutos. O Bragantino teve falta perigosa na entrada da área após jogada individual de Fernando, que foi derrubado por Alan Franco.

O zagueiro do São Paulo recebeu o segundo cartão amarelo pela infração e acabou expulso, deixando o Tricolor com um jogador a menos nos minutos finais e oferecendo ao Massa Bruta a chance de cobrar com perigo na bola parada.

Com um jogador a mais e já nos acréscimos, o Bragantino aumentou a pressão. Na cobrança da falta, Juninho Capixaba arriscou direto, mas a bola explodiu na barreira e saiu pela linha de fundo, em escanteio.

Até o goleiro Cleiton foi para a área na tentativa de aproveitar a última bola parada. Na sequência, Sosa levantou na área, mas o cruzamento saiu forte demais e foi direto para fora, desperdiçando mais uma oportunidade do Massa Bruta nos minutos finais.

Nos minutos finais, o clima esquentou dentro de campo. Aos 49, jogadores de Bragantino e São Paulo se envolveram em uma confusão após disputa de bola na intermediária, com empurrões e princípio de tumulto entre atletas das duas equipes.

A arbitragem precisou intervir rapidamente para separar os jogadores e conter os ânimos, enquanto o confronto se aproximava dos instantes decisivos em Bragança Paulista.

Aos 54 minutos, o São Paulo quase matou o confronto em contra-ataque. Bobadilla recebeu dentro da área e soltou a finalização forte, mas a bola saiu pela linha de fundo, muito perto da trave, desperdiçando a chance de ampliar para 3 a 1.

Na sequência, o Bragantino teve falta no campo de ataque e partiu para o abafa final. Juninho Capixaba caiu dentro da área após disputa e os jogadores do Massa Bruta pediram pênalti, mas a arbitragem marcou apenas tiro de meta, gerando forte reclamação.

O clima ficou ainda mais tenso nos instantes derradeiros. Aos 57 minutos, Juninho Capixaba recebeu cartão vermelho em meio às reclamações e deixou o Bragantino também com um jogador a menos, encerrando a partida sob protestos da equipe da casa.


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